festas porreiras, pá.
Boa música, também a há, para estes tempos — e regra geral, os clássicos pop resultam melhor que as revisitações de aproximação jazzística às músicas de natal.
Um bom natal para todos. Nós, portanto.
[ Vídeo: "Last Christmas", original dos "Wham!" interpretado por David Fonseca ]
um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #13
Em plena véspera de comemorações do nascimento de cristo — porque quer queiramos, quer não, este é o motivo de existir Natal —, nada melhor que, com o vagar destes dias, assistir (ou rever) esta mini-série levada a cabo por um grupo de adolescentes religiosos do Clube T.
No Clube T chamam a estes dois vídeos, que aqui vos convido a assistir, as duas partes de uma curta-metragem. Eu, triste por termos tão poucas mini-séries em Portugal — e perante os twists inesperados de uma história cujo argumento tem, à partida, todas as premissas para falhar —, prefiro chamar-lhe “a” mini-série religiosa em dois episódios. A mesma mini-série que Portugal nunca sentiu falta até a ter visto.
O que têm em comum um jovem-pobre-de-rabo-de-cavalo-que-joga-ténis-apesar-de-ser-mesmo-pobre com uns hip-hopers-que-amam-jesus? E, como é possível, no meio de tudo isso, introduzir a rapariga-que-anda-montada-na-estrelinha-e-que-convida-qualquer-um-para-a-sua-festa-de-anos?
Tudo isso, e muito mais, pode ser descoberto em “Amor Maior”. A mini-série inesquecível para quem a vê.
“Drop the beat!”. Yah.
[ Vídeo: "Amor Maior (Parte I)", por Clube T ]
[ Vídeo: "Amor Maior (Parte II)", por Clube T ]
o profeta de santa catarina é cego e diz assim:
«Olhai para mim, que não posso ver.»
E para quem o ouve, acreditem-me, a rua perde instantaneamente aquelas luzes.
mesmo a calhar com as discussões sobre o aquecimento global na cimeira de copenhaga…
… chega hoje, depois de dias rigorosos de frio, o inverno.
Péssimo timing o desta cimeira. Com um tempo assim, a maioria só pode ser a favor de um aquecimento global.
um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #12
Em período de variadas discussões sobre as vantagens e qualidades inerentes a produções de alta qualidade e de super-definição-digital, como é o caso de Blue Ray ou o 3D, sabe bem espreitar no YouTube experiências, relativamente, amadoras de um passado, ainda, recente.
É, neste contexto, que “Espectáculo” — um tema original de Sérgio Godinho e que foi cantado, também, pelos Clã no espectáculo “Afinidades” — se apresenta aqui. Como um trabalho de estética refinada, o vídeo que regista uma das músicas destes 3 espectáculos que, em 1999, ocorreram no Teatro Rivoli aparece-nos como uma excelente experiência visual de animação de um vídeo. Sem alta qualidade, ou definições digitais, o vídeo cumpre bem o seu papel de agradar ao espectador.
[ Vídeo: "Espéctaculo", por Clã e Sérgio Godinho ]
a voz tem razões que o coração conhece.
Quando vejo sites de venda e de arrendamento de casas ouço sempre uma voz a berrar-me: “Terra chama Cláudio. Terra chama Cláudio”.
uma potencial, e moderna, feira popular para o porto.
Estou, pessoalmente, em absoluta concordância com um projecto da envergadura que o executivo da autarquia do Porto pretende levantar e propôr: a construção de um parque de diversões temático em Campanhã. Um parque grande, de 20 a 30 hectares, apresenta dois benefícios: reabilitação de uma zona desta freguesia que se encontra abandonada; atracção de turismo (com a inerente criação de emprego) para o concelho.
Isto, claro, desde que preservados e previstos os direitos sociais e civis (não entregando, por isso, numa bandeja o património público a privados) do município. O início da reabilitação também se pode fazer, de uma forma estruturada e com benefícios para esta cidade, com a construção de uma “Cidade das Diversões”. Mas temos muito mais a fazer neste capítulo de reabilitação, se pretendemos redesenhar a cidade do Porto para serviços e para atracção de turismo. E é bom que se perceba, de uma vez por todas, que por muito que o espectáculo fosse bom, a reabilitação está longe de serem os sazonais aviões da Red Bull. Passará, provavelmente, pelo aproveitamento de aviões. Mas outros — como a base área da Ryanair inaugurada, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a 3 de Setembro.
e a tradição de comprar todas as prendas de natal a 24 de dezembro às 19 horas? como é que vai ficar?
«A greve convocada pela Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços (FEPCES) para a véspera de Natal poderá afectar não só os hipermercados, mas também todo o chamado comércio moderno, que inclui lojas como(…) a FNAC.», via Público
e três cantos já cá cantam.
Depois do concerto-encontro dos “Três Cantos — Enfim Juntos”, a edição deste concerto em CD e DVD foi, hoje, lançada. Quanto a mim: já cá canta.
Eventualmente, serei capaz de resumir tudo o que vivi — e foi intenso, garanto! — no concerto do Coliseu do Porto. Mas, apenas o farei, quando conseguir escrever um texto que não ultrapasse os caracteres máximos de alguma objectividade. E, já agora, nesse âmbito partilhar, também, a minha opinião sobre o objecto-obra que destas noites resultou.
Até lá sirvo apenas de canal de comunicação para informar deste lançamento possuído, por certo, por um enquadramento natalício. E, realmente, o trailer reúne todos os argumentos para esta Edição Especial (exclusivo FNAC) ser, definitivamente, “a” prenda de Natal.
[ Vídeo: Trailer do DVD "Três Cantos ao vivo" ]
papa in rio 2010.*
«O Papa Bento XVI realiza entre 11 e 14 de Maio uma visita oficial e pastoral a Portugal, onde visitará as cidades de Lisboa, Fátima e Porto, anunciou hoje o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo.», via Público
A Avenida dos Aliados, defronte à Câmara Municipal do Porto que é, actualmente, liderada pelo autarca mais contabilistíco do País, Rui Rio, será, também, alvo desta visita.
«No último dia da visita, 14 de Maio, o Papa desloca-se ao Porto, onde preside a mais uma celebração eucarística, na Avenida dos Aliados.», via TVI24
* eu não vou.
um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #11
A respeito do segundo volume do 3 pistas — uma rica compilação de 40 temas por 20 artistas/bandas que mantém, ainda que um pouco adulterado, a mesma estrutura minimalista do primeiro volume — são vestidas novas atmosferas musicais a temas próprios ou de outros.
Neste contexto, os Clã afirmam-se, mais uma vez, como uma banda ímpar e admiravelmente criativa nos seus covers. Indiscutivelmente, esta versão de “Golden Skanks”, originial indie-rock dos Klaxons, fica no ouvido. Para mim, a escolha deste tema para abertura do primeiro disco deste volume do 3 pistas não deverá ter sido inocente.
Ora, e sendo que para já, resisto a alongar-me em comentários e referências a outros temas que por lá se encontram, recomendo a aquisição desta compilação (o álbum duplo encontra-se a menos de € 10 na FNAC). Bom, mas como escrevia: para já, ouça-se, e veja-se, esta revisitação minimalista — apenas na forma — dos Clã.
[ Vídeo: "Golden Skanks", por Clã ]
um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #10
Sou, definitiva e assumidamente, apaixonado pela secção rítmica. Seja de uma banda rock, pop, banda filarmónica ou orquestra sinfónica. Em adição, e relativamente a atmosferas sonoras, sou empenhado em acompanhar os graves de uma música. É a equalização com prioridade a baixos que, regra geral, escolho — desde o auto-rádio aos leitores de mp3 e, regra geral, é o principal motivo que condiciona a escolha dos meus auriculares.
Assumo este gosto pela secção rítmica. E se, para o leitor habitual, é evidente o meu gosto pela bateria terei, também, de reconhecer que gostava de saber tocar baixo. O baixo, como instrumento não é, de todo e/ou necessariamente, a ferramenta para um som preenchido. Nem estabelece, apenas, a ponte entre a bateria e a harmonia. É, em belíssimos casos, precisamente, o baixo que constrói toda a melodia e harmonia e dá as ordens à percussão para manter vivo o ritmo que do baixo escapa. Jaco Pastorius é um dos nomes-âncora do jazz de fusão e um excelente exemplo para esta perspectiva. Para quem tocava assim (bem demais), morreu cedo demais. Ficaram os vídeos e os álbuns. Bons. Como, por exemplo, o que se segue — e onde é acompanhado por John Scofield e Kenwood Dennard.
[ Vídeo: "The Chicken", por Jaco Pastorius, John Scofield e Kenwood Dennard ]
a confusão dos sentidos.
Há em alguns discos — e conto tantos assim — uma tal confusão de sons no ambiente sonoro que, e ainda que considere que tenha um bom ouvido, desenvolvo sérias dificuldades em identificar de onde vem, e como vem, aquele ou outro som. A possibilidade de os decifrar é um dos motivos porque gosto, especialmente, de um DVD musical bem realizado e equalizado.
Pat Metheny é um exemplo vivo desse tipo de construção de paisagens sonoras vivas e, simultaneamente, densas. É um guitarrista referência e detentor de um punhado de discos que são, para mim, significativos no meu pequeno crescimento musical. A(s) sua(s) guitarra(s) e a sua composição arrojada e pautada por notas, clinicamente, introduzidas nas peças que edita, assombram-me.
Quanto à escolha de um álbum, eu responderia com o “The Way Up” do seu Pat Metheny Group. É um álbum na sua construção, década e complexidade auditiva: limpo, actual e fácil, respectivamente — tudo adjectivos acertados. Mas, é uma das minhas principais escolhas como companhia numa viagem nocturna mais longa. E isso, como qualquer ouvinte de música saberá, tem muito valor. No contexto de ambiente sonoro rico e, por vezes, arrebatador da audição é, igualmente, um excelente exemplo.
Ora, espreite-se o próximo vídeo com um excerto de uma música deste álbum — e retirado de um DVD ao vivo. Se estiver fácil nomear a precedência de cada uma das notas, sugiro o exercício de fechar os olhos e tentar adivinhar. Isto para depois espreitar e aferir da pontaria auditiva.
Conseguiram? Pois, lá está.
[ Vídeo: "Opening (The Way Up)", por Pat Metheny Group ]
a voz da inexperiência.
Está mais frio aqui do que na cama de um casal em pré-divórcio.
e despistado é só o meu nome do meio.
Entre tantas contabilidades para aferir a produção proveniente de fontes solares, contabilizo o meu esquecimento de, tantas vezes, e simplesmente, espreitar o dia.
Ironia estúpida com que a vida nos rebenta.
um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #09
Se me dizem que hoje é dia de festa, há que reconhecer e pensar em folia. E se há folia, para mim, tem que haver música. E, neste formato de festa e folia, reconheço o efeito humorístico da música underground.
Assim, hoje sou eu que convido e que dou duas prendas. Dois exemplos de músicos que, apesar, de não serem os vocalistas exibem, na sua prestação, a vontade de serem o centro e os líderes das bandas. Dois vídeos que me são, absolutamente, muito queridos e dos mais favoritos dos favoritos que guardo no YouTube. Obrigatórios.
[ Vídeo: o teclista em formato sou-o-maior-da-minha-rua... ]
[ Vídeo: o baterista que almejava nunca passar despercebido...]
epifanias instantâneas.
Descobre-se, assim, num amanhã arrancado ao passado, que a garganta ficou seca de todos os nós que por lá lhe passaram.
Revê-se um homem naquela autoritária voz envergonhada. A mesma que, num queixume, simultaneamente pede e avisa. A voz, num final de noite, com que adolescentes avisam os seus pais.
Páro, para me escutar e te olhar, na frase que calei.
Aquela que arriscava soar a: “ainda é muito cedo para me levares”.
definições de bolso.
Ouvires o cão da tua rua que — longe, bem longe — ladra quando me sente passar é, para mim, uma definição da distância do amor. Um amor que, também, te apetece ouvir.
os segredos divinos do rock em portugal.*
[ este artigo foi publicado — com erros de paginação alheios ao seu autor — na 1ª edição do jornal contrabando. o título original era: a nova música portuguesa. ou, cristo tinha cabelos compridos por gostar de grunge? ]
Há já muito tempo que o mercado da música popular portuguesa se encontrava fechado em si mesmo. O retrato da música nacional era polarizado e a imagem deste alternava apenas entre dois estados: uma espécie de promiscuidade criativa; ou políticas castradoras de talento. Ou seja: ou existia o monopólio dos mesmos músicos, mesmas produtoras e os mesmos protagonistas em curto-circuito; ou aparições tímidas, aqui e ali, afastadas de um grande público de consumo e impossibilitadas de se demarcarem de um primeiro EP caseiro. A referência e tendência para o nosso mercado local — diziam-nos os especialistas — era o modelo discográfico das fracas vendas a que lá fora assistíamos. A isto juntavam, e insistiam, um só nome para o grande culpado. Pirataria. A mesma que, ainda hoje, é sinónimo da dificuldade em se venderem discos. Sinónimo, claro, nas mentes que só vêm a redução das vendas onde a maioria espreita um aumento de procura e consumo da música.
Ora, com tudo isto, toda uma geração musical de adeptos de um pop-rock português pautado por inovação — e cujo sinal dos últimos fragmentos residia no final inesperado dos Ornatos Violeta —, sofria e ansiava por novo alimento musical. Os teimosos, ainda da explosão dos anos 80, que mantinham a sua produção musical ou, por exemplo, os inventivos Clã já não bastavam. Era urgente maior produção nacional de música.
O deserto musical desaparece quando, recentemente, qualquer coisa de refrescante ocorre. A música portuguesa volta a ocupar a sua posição dinamizadora com a entrada em cena de algumas bandas que se tornaram um fenómeno. Assuma-se a qualidade criativa e ambiente sonoro que, sustentadamente, Linda Martini, peixe:avião, Mundo Cão, doismileoito, etc, reúnem. Mas, assuma-se maior surpresa quando, subitamente, confrontamo-nos com um culto desenhado à volta de Tiago Guillul, Os Pontos Negros, Samuel Úria, Os Golpes, Diabo na Cruz e tantos outros. Num curto espaço de tempo aparecem uns desconhecidos que nos parecem de origem clandestina. E, damos por nós a pensar: mas, como é que a estes tipos a pirataria não destruíu o crescimento? E, enquanto o pensamos, os ditos especialistas ainda se interrogam quem são eles.
O denominador comum destes diferentes nomes — que nos aparecem seja nas colectâneas ou festivais de verão, passando pela rádio — traduz-se em: evangelização, associativismo religioso, clubismo, crença num mesmo Deus — caramba!, tanta adjectivação para algo tão simplesmente traduzido no português corrente como fé. Mas sempre existiu?, pergunta o leitor mais interrogativo. Decerto que sim. A novidade está na sua união, através da editora Flor Caveira ou promotora Amor Fúria, que os transporta para o mercado onde todos os outros, hereges, se encontram. “Os Pontos Negros” não estarão muito longe da qualidade dos antigos “A Instituição” (banda dos anos 90 de Tiago “Guillul” Cavaco) mas a sua promoção e suporte é hoje diferente daquela que, anteriormente, estava limitada a uma pequena comunidade baptista. É colectiva. Assente. Sólida. E, pelo que se vê, tudo isto funciona. Isto porque não acredito que eles sejam abençoados por Cristo — apesar de, segundo a História, Cristo ter tido cabelo comprido e só por isso podermos afirmar ter sido um apaixonado por boa música. O segredo é menos divino e, como dizia o outro, está na massa. Nos ingredientes mais básicos.
Em última análise, e a provocação é atirada para fora da compreensão dos analistas de mercado, o que move estas novas bandas de rock é desconcertante na filosofia comercial da indústria da música. É imperceptível ao radar de negócios. Na realidade o que os move(u), fundamentalmente, é uma necessidade de levar a mensagem. Fazem-no afastados dos números e da imposição de vendas. E o desígnio, a emergência de cumprir os sonhos, é imbatível. Ironia das ironias, um dos veículos para se vender música popular portuguesa é precisamente o meio anti-comercial. Ainda, deste modo colectivo, conseguiram ocupar uma posição e ganhar um mercado mais robusto para a sua equipa (o seu catálogo de músicos) do que teriam conseguido para um nome isolado.
Generalizando, reparo que depois de tantos anos regressamos a este que foi, outrora, o grau zero das indústrias discográficas. E na volta, talvez interesse retornar aos primeiros conceitos para deles reerguer a indústria. Porque é possível vender discos num mercado que afirmavam estar saturado pela pirataria do mp3? É possível conquistar pequenos e grandes palcos alheados de um marketing peganhento? Sim, aparentemente, é possível recrutar, ainda, entusiastas para a nossa cultura musical.
É uma lição para promotoras e editoras. E para os analistas. E se não o é, devia.
e, por vezes, uma besta completa.
Não sou todos, nem nenhum. Humano. Envolvido em ti, como me envolvi na sociedade moderna. Para, e constato-o! ao contrário de John Donne, ser meio-homem, meio-ilha.
as cantigas inquietas são uma arma para os “três cantos”.
E quase 3 meses depois da notícia e dos bilhetes postos à venda — bem como depois dos, já lá vão duas exibições, concertos no Campo Pequeno —, é com toda a esperança, e certeza interior, que vos digo que este será um espectáculo: no mínimo, notável; e, no máximo, do caraças.
Não tenho como negar que estou, profundamente, ansioso e entusiasmado por este concerto. Aliás, concerto para o qual estou, desde ontem, em preparação absoluta. Mais do que um espectáculo pop, ou de um reencontro que morre no próprio genialismo individual sem deixar que se evidencie uma partilha e uma identidade colectiva, espero assistir à escrita de uma das principais páginas das suas carreiras individuais bem como da história da música portuguesa. Não quero uma página relida, ou reescrita com nostalgia, mas, sim!, escrita neste momento.
No Porto, amanhã e no Domingo (data extra ainda com bilhetes à venda), os 3 grandes, e notáveis, vivos da história da música portuguesa — no activo desde 1970, e com constantes reinvenções — sobem ao palco do Coliseu do Porto. São “Três Cantos – Enfim Juntos”: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias.
Recomendo fortemente que, aqueles que ainda estão indecisos, não percam tamanho concerto. Posteriormente, sairá em edição especial, o concerto, documentário e um livro. Tudo para guardar, em suporte físico, este que — já se afirmou deste modo na sua concepção — é um projecto ímpar.
o fim de uma era ou o meu regresso como cliente.
Dia bonito o de amanhã.
É que José Manuel Fernandes ocupa hoje, pela última vez, as funções de director editorial do Público.
Por vezes, a verdade é esta mesmo: a vida sorri-nos.
instantâneas. #00
Queimei o negativo do instante em que me focaste e te disparaste de diafragma aberto.
Era o meu passatempo mais desfocado antes de me ter decidido a revelá-lo.
e, já agora, que me aspirem a casa e me limpem o rabo.
No Restaurante, e na mesa ao lado:
Ela: Acho uma piada à Direcção Geral de Saúde.
Ele: Por causa das mensagens para o telemóvel?
Ela: Não. Com isto. De lavar as mãos, sabes?
Ele: Sim?
Ela: Querem que lavemos as mãos, com um gel e o caraças. Que lavem os gajos os sítios onde nós temos que pôr as mãos. Isso é que fazia sentido. Não é?
Ele: Mas…?! Sim, é verdade.
um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #08*
* ou: há uma igreja do tamanho de todo o fanatismo religioso do ateísmo.
[ Vídeo: Igreja Ateísta no Domingo de Manhã ]
a solidão dói, corrói e choca. pior que a morte.
«Um emigrante português morreu, há dois anos, em sua casa, nos arredores de Paris. Mas só na passada segunda-feira foi encontrado.», via Público
sobre o equilíbrio universal e os trocadilhos ordinários.
Parado na tabacaria, e olhando as capas das revistas enquanto espero que a dona da tabacaria encontre o maço de Tabaqueira perdido na prateleira, escapa-me a frase. Sai-me, a respeito da capa da revista Playboy de Outubro, sem pensar duas vezes e com um sorriso adolescente e hormonal. Disse: “mas, esta Cristina não será Areia a mais para a maioria das camionetas?”.
A mulher da tabacaria-quiosque junto ao Marquês de Pombal olha, para mim, com ar de desentendida e levemente incomodada. O motivo do incómodo deve residir, penso eu, em ter fugido à conversa estruturada que prefere manter com os seus clientes. E eu lembrei-me que não estava no Porto.
Ora, assim, se perdeu um trocadilho previsível mas, como tantos outros, fundamental para a saúde e equilíbrio universais.
rock, música independente, boa, portuguesa e deus. ou: isto anda tudo ligado?
Nem de propósito.
Escrevi e entreguei no início do mês um artigo, também, sobre a FlorCaveira e a nova música portuguesa. Este artigo será, a seu tempo, publicado numa nova revista ibérica que está na calha e que chegará, gratuitamente, à mão de alguma da população da Península Ibérica. E, nessa altura, aqui publicado na íntegra.
Mas, como dizia, e voltando ao tema deste rápido post: nem de propósito. No 30 minutos de ontem, na RTP, Tiago “Guillul” Cavaco foi — apesar de com algumas imprecisões à mistura —, exposto. Recomendo, ao leitor mais interessado nesta temática da nova música independente portuguesa, que veja aqui (13-10-2009, aos 18′30”) esse programa.
Já agora, e como tenho afirmado por todo o lado aos estimados amigos que confiam nas minhas sugestões musicais, é urgente ouvir-se o último álbum de originais de Tiago Guillul — é, provavelmente, em Portugal, uma das obras mais apaixonantes e criativas na linha pós-Variações. O álbum chama-se “IV” e está à venda na FNAC ou no site da editora.




