as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

é uma mania que eu tenho.

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Desconfio sempre de um livro que, revisto nesta década, fala no futuro do marketing baseando-se na premissa que o tamagotchi — sim, o brinquedo electrónico que fez furor em 1996 — é um gadget.
Desconfio. É uma mania que eu tenho.

[ Vídeo: “Tamagotchi”, anúncio original ao modelo “Angel”]

Nota: serei só eu que me lembro da brilhante frase publicitária do anúncio — “senão for da Bandai, não é o autêntico”?

Written by Cláudio Vieira Alves

12/12/2011 at 08:14

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a publicidade de natal é coisa que me maça.

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Mas, não tinha que ser assim. E há uma série de marcas que sabem que não tem que ser assim. Sim, Popota, vê este anúncio e leva isto como lição.

Mas, não digas que vens daqui. Diz, antes, que a John Lewis é que sabe.

[ Vídeo: Anúncio de Natal, por John Lewis ]

Written by Cláudio Vieira Alves

08/12/2011 at 09:32

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um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #39

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Em tempos escrevi aqui que um anúncio da Coca-Cola é sempre um anúncio da Coca-Cola. Reformulo, sem perder o misto de cliché com verdade la paliciana: todo o marketing da Coca-Cola é sempre uma lição de marketing. É ver este exemplo, recente e em solo nacional, que foi hoje publicado.

E mais podia dizer. Mas, não digo. Porquê? Porque posso.

[ “Carteira da Rivalidade”, por Coca-Cola ]

Written by Cláudio Vieira Alves

27/11/2011 at 18:29

fazer de um dia útil, um domingo no mundo.

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Sérgio Godinho @ Coliseu do Porto, 16 de novembro de 2011

Sérgio Godinho @ Coliseu do Porto, 16 de novembro de 2011

Sérgio Godinho, que não é alheio às mudanças dos jogos da Santa Casa da Misericórdia, faz dos seus concertos combinações vencedoras. É tanto assim que, apesar do original “Com um brilhozinho nos olhos” fazer referência a um «treze no totobola», a versão que chegou aos nossos dias virou, na letra, «um seis no totoloto». Godinho tem esta coisa de equilibrar a modernização com a métrica, e em 40 anos apresentar a mutação da sua própria obra. É por este motivo, e por esse empenho, que a premissa para estar presente é sempre a de ouvir músicas antigas com novas roupagens e, claro, celebrar as novidades com o entusiasmo com que se celebram novas narrativas. De facto, aqueles que se reuniram no Coliseu sabem-no: é a capacidade de narrar e a a construção das histórias das canções o principal argumento do cantor.

Faz todo o sentido a abertura do espectáculo com a canção que abre o novo “Mútuo Consentimento”, para nos cantar que a música é tamanha e cabe em qualquer medida; mas estranha-se, no entanto, a escolha do Coliseu. O repertório cabe melhor num auditório e, na verdade, todo o concerto foi uma tentativa de recuperação de intimidade e de aproximação ao público. Pelo meio, acompanhado pelos Assessores, transportou o Coliseu do Porto para uma viagem.

Fê-lo com contrastes térmicos e históricos: aqueceu a sala com “Liberdade”, para a arrefecer com o frio do Douro à noite em “Etelvina”. Cativou os mais conhecedores da obra através de músicas como “A vida é feita de pequenos nadas” para lhes oferecer o ainda recente — tratado sobre a bipolaridade portuguesa e pérola sinfónica escondida do penúltimo disco — “Só neste país”. Ganhou o público, e a noite, com a versão de “Cuidado com as imitações” (com os convidados especiais Roda de Choro de Lisboa) para soltar a rolha na garganta do público com “Quatro Quadras Soltas” e emocionar-nos com “O primeiro dia”.

No final, sublinhou o “Espectáculo” com o “Elixir da eterna juventude” para se despedir, com todos os músicos em palco (Assessores e Roda de Choro de Lisboa) “Com um brilhozinho nos olhos”.

Dancemos porque 4 décadas depois, Godinho mantém a arte de fazer em pleno dia útil, um Domingo no mundo.

Celebremos porque saímos a querer fazer filhos para que eles ouçam e vejam coisas destas.

Concordemos: os concertos nos Coliseus, como celebração de carreira, são combinação vencedora de canções novas com canções de sempre e resultam em mais que um EuroMilhões. Sim, concordemos, isto é puro jackpot.

* texto sobre o concerto de sérgio godinho, em 16 de novembro de 2011, no Coliseu do Porto originalmente publicado na Rua de Baixo (aqui).

Written by Cláudio Vieira Alves

25/11/2011 at 11:17

jobs, o homem que sabia demasiado e pensava diferente.

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Steve Jobs (1955-2011)

Para mim: assinalável como revolucionário na abordagem ao mundo digital, principal inspirador da evolução tecnológica, notável criativo na renovação do marketing e a minha principal referência como vendedor de emoções.

Provavelmente, nem sempre o soubemos — e é o tempo que tratará de levar o seu impacto na história até aos livros —, mas Steve Jobs foi um desses homens que, por pensar diferente, mudou o mundo.

[ Vídeo: “Think different”, anúncio da Apple Computers de 1997 ]

Written by Cláudio Vieira Alves

06/10/2011 at 01:13

o privilégio das noites ritual terem 20 edições.

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As Noites Ritual, que já não têm rock no nome mas que ainda têm rock no seu cartaz, chegam à 20ª. edição. Permanece no Porto, e nos Jardins do Palácio de Cristal, aquele que é, desde há muito, o único festival de música portuguesa (cem por cento do cartaz é português) e um festival que mantém a aposta em focar-se, em ambiente urbano, em públicos distintos. Oscila, ora entre entrada livre, ora entre valor simbólico de entrada, e e 2011 é um ano em que se paga: 3 euros por cada uma das noites.

Cartaz das "Noites Ritual 2011".

Cartaz das "Noites Ritual 2011".

Hoje, 26 de Agosto, a primeira noite é do rock. No palco principal X-Wife, Linda Martini e a confirmação do regresso aos palcos dos Zen, enquanto no palco secundário WE TRUST e Guta Naki. Os Zen serão, admito, a principal motivação para hoje ir até às Noites Ritual. Provavelmente, deixando de lado o segundo disco “Rules, Jewels, Fools”, e pegando nas canções fortes de “The Privilege of making the wrong choice”, os Zen prometem celebrar o rock-funk que tão bem arquitectaram.

[ Vídeo: “U.N.L.O.”, por Zen ]

Amanhã, 27 de Agosto, outros estilos musicais cruzam os palcos, com Terrakota, Mind Da Gap e Orelha Negra, no palco principal.

Written by Cláudio Vieira Alves

26/08/2011 at 19:10

se não forem as tuas mãos, quais vão ser?

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mercado do bolhão, porto. 2011

Written by Cláudio Vieira Alves

22/08/2011 at 08:19