as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for the ‘vídeo’ Category

é uma mania que eu tenho.

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Desconfio sempre de um livro que, revisto nesta década, fala no futuro do marketing baseando-se na premissa que o tamagotchi — sim, o brinquedo electrónico que fez furor em 1996 — é um gadget.
Desconfio. É uma mania que eu tenho.

[ Vídeo: “Tamagotchi”, anúncio original ao modelo “Angel”]

Nota: serei só eu que me lembro da brilhante frase publicitária do anúncio — “senão for da Bandai, não é o autêntico”?

Written by Cláudio Vieira Alves

12/12/2011 at 08:14

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a publicidade de natal é coisa que me maça.

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Mas, não tinha que ser assim. E há uma série de marcas que sabem que não tem que ser assim. Sim, Popota, vê este anúncio e leva isto como lição.

Mas, não digas que vens daqui. Diz, antes, que a John Lewis é que sabe.

[ Vídeo: Anúncio de Natal, por John Lewis ]

Written by Cláudio Vieira Alves

08/12/2011 at 09:32

Publicado em vídeo, vendas

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um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #39

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Em tempos escrevi aqui que um anúncio da Coca-Cola é sempre um anúncio da Coca-Cola. Reformulo, sem perder o misto de cliché com verdade la paliciana: todo o marketing da Coca-Cola é sempre uma lição de marketing. É ver este exemplo, recente e em solo nacional, que foi hoje publicado.

E mais podia dizer. Mas, não digo. Porquê? Porque posso.

[ “Carteira da Rivalidade”, por Coca-Cola ]

Written by Cláudio Vieira Alves

27/11/2011 at 18:29

jobs, o homem que sabia demasiado e pensava diferente.

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Steve Jobs (1955-2011)

Para mim: assinalável como revolucionário na abordagem ao mundo digital, principal inspirador da evolução tecnológica, notável criativo na renovação do marketing e a minha principal referência como vendedor de emoções.

Provavelmente, nem sempre o soubemos — e é o tempo que tratará de levar o seu impacto na história até aos livros —, mas Steve Jobs foi um desses homens que, por pensar diferente, mudou o mundo.

[ Vídeo: “Think different”, anúncio da Apple Computers de 1997 ]

Written by Cláudio Vieira Alves

06/10/2011 at 01:13

royal albert hall ou como uma lamechice influenciou os concertos de rock.

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Quando a Raínha Vitória decidiu inaugurar o edifício que o Príncipe Alberto tinha arquitectado para ser o The Central Hall of Arts and Sciences estava a borrifar-se para o rock. Ou, pelo menos, para o bom gosto.

Sou desta opinião por vários motivos, dos quais o principal — e mesmo dando de barato o argumento de que em 1871 nem sequer havia possibilidade de Vitória conhecer o rock —  é que a Rainha escolheu um nome para este edifício com base em pura lamechice. Sim, a escolha de Royal Albert Hall of Arts and Sciences foi, na realidade, orientada apenas pela morte do seu amado Albert. Foi tanto assim que, com o dinheiro que sobrava da construção sonhada por Albert, e não bastando alterar o nome que Albert tinha arquitectado em vivo, decidiu sublinhar a lamechice ordenando erguer, mesmo do lado de lá da rua onde está a sala de concertos, um Albert Memorial.

E, se bem vistas as coisas, o nome Royal Albert Hall até é aceitável, a verdade é que o Albert Memorial é, na opinião de qualquer pessoa mentalmente sã, a pior coisinha que alguma vez aterrou em Londres. E, concordemos todos neste aspecto — mesmo os que apreciam a cruz do santuário de Fátima —, quem constrói um Albert Memorial banhado a ouro está-se a borrifar para o bom gosto e, consequentemente, para o rock.

Albert Memorial

"Albert Memorial", o monumento de homenagem a Prince Albert (Londres).

Royal Albert Hall

Mas, no caso da obra que Albert não chegou a inaugurar, ficou um imponente edifício, uma belíssima arquitectura e uma construção atenta ao detalhe. Sobreviveu a ataques da 2ª. Guerra Mundial, ao tempo, ao abandono, à falta de financiamento e, depois de várias renovações, foi elevado a caso de estudo mundial de acústica, recebeu milhares de concertos únicos e é, indiscutivelmente, uma das salas mais icónicas do rock internacional. E, para mim, isso basta e anula toda a lamechice da Rainha.

Aliás, se num prato da balança pousar The Who, Led Zeppelin, The Beatles, Elton John, Sting, Chaka Khan, Eric Clapton, Bob Dylan, Pink Floyd, etc, fica fácil esquecer o que pretendia incialmente colocar no prato oposto.

Esta sala acumulou tantos nomes, e tantos concertos brilhantes a que acabei por assistir (felizmente, existem vários registos em vídeo), que este auditório-coliseu era, para mim, um dos principais destinos turísticos.

Arrepiei-me quando visitei o Royal Albert Hall como me arrepio com algumas canções. E, sempre que revejo momentos em que as canções casam com a sala e com o público, entusiasmo-me outra, e outra vez. E, dos registos em vídeo desta mesma sala, quer me emociono com o público de 1971 (ver, por exemplo, Led Zeppelin aqui), quer me arrebata o público de 2009 (ver, com atenção, o seguinte vídeo a partir dos 3 minutos). A mesma sala, mas um público contrastante.

[ Vídeo: “Jenny was a friend of mine”, por The Killers — ao vivo no Royal Albert Hall, 2009 ]

E, a esta altura questiona-se legitimamente o leitor: isso de arrepiar com a música não é um bocado lamechas?

Respondo: é, pois. Mas, pelo menos, não leva talha dourada.

Written by Cláudio Vieira Alves

20/08/2011 at 08:28

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #38

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O dia 1 de Abril foi, durante muitos anos, o último dia das festividades de passagem de ano  — já que a data de mudança de ano ocorria, por alturas da chegada da Primavera, a 25 de Março.

Com a implementação do calendário gregoriano, em 1564, pelo Rei Carlos IX de França, e a transferência do primeiro dia do novo ano para 1 de Janeiro, muitos foram os Franceses que resistiram a essa modernidade e continuaram a celebrar o dia 1 de Abril como o último dia das festas de passagem de ano. Esta resistência à mudança por um grupo de pessoas motivou os restantes franceses, que estavam em concordância e que transitaram para o novo calendário, a inventar partidas que ridicularizassem os mais conservadores.

Reza a lenda que foi assim que, quase 500 anos depois, muitos dos Países Ocidentais passaram a celebrar o dia 1 de Abril como o Dia das Mentiras.

Ora, neste dia, uns fazem melhores partidas do que outros. Mas, o caso deste jornalista da FOX 5 que, depois de uma falsa peça jornalística a explicar a tecnologia que torna possível que um iPad emita sabores e cheiros, convence a sua colega de profissão e de programa a lamber um iPad em directo tem graça. Lá isso, tem.

[ Vídeo: “Pivôt prega partida a colega em directo”, por Fox 5 ]

Written by Cláudio Vieira Alves

06/04/2011 at 14:32

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #37

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Eu, que nunca (e faço um mea culpa por isso) coloco vídeos relativos a futebol, não fico imune a este pedaço de bom humor.

Paulo Futre, num debate para as Eleições do Sporting, conseguiu que, nos últimos dois dias, esta fosse das poucas declarações públicas com piada. Fica a minha humilde dica a Pedro Passos Coelho para que, a julgar pela falta de ideias apresentadas na última entrevista, recorra a homens com inovações frescas como as que aqui Futre apresenta.

É ver, e ouvir, principalmente a partir dos 2min30seg..

[ Vídeo: “Declarações”, por Paulo Futre ]

É que, com aquela do “departamento do jogador chinês”, qualquer um fica sem palavras.

Written by Cláudio Vieira Alves

25/03/2011 at 23:05