as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

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a publicidade de natal é coisa que me maça.

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Mas, não tinha que ser assim. E há uma série de marcas que sabem que não tem que ser assim. Sim, Popota, vê este anúncio e leva isto como lição.

Mas, não digas que vens daqui. Diz, antes, que a John Lewis é que sabe.

[ Vídeo: Anúncio de Natal, por John Lewis ]

Written by Cláudio Vieira Alves

08/12/2011 at 09:32

Publicado em vídeo, vendas

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um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #39

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Em tempos escrevi aqui que um anúncio da Coca-Cola é sempre um anúncio da Coca-Cola. Reformulo, sem perder o misto de cliché com verdade la paliciana: todo o marketing da Coca-Cola é sempre uma lição de marketing. É ver este exemplo, recente e em solo nacional, que foi hoje publicado.

E mais podia dizer. Mas, não digo. Porquê? Porque posso.

[ “Carteira da Rivalidade”, por Coca-Cola ]

Written by Cláudio Vieira Alves

27/11/2011 at 18:29

trabalhos do arco da velha.

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Há uns anos atrás, em plenas noitadas de dito estudo, as visitas que, em grupo se faziam, às máquinas multibanco ou máquinas de vending eram o pico da noite. Eram, por isso, rituais repetidos várias vezes durante a noite e sobre qualquer pretexto. Na altura, gostávamos de acreditar que, por trás dessas máquinas que toda a gente acreditava serem automáticas, trabalhavam, na realidade, pessoas. Ora, claro, mesmo depois dessa piada  ser batida, funcionava sempre para acrescentar pitadas de criatividade e pormenores sórdidos às profissões dessas pessoas que chegamos a jurar, quando nos cruzávamos com desconhecidos pelos corredores da Faculdade, serem as ocupações profissionais de alguns dos nossos familiares. Isto porque, a alternativa a vender estas histórias era ter de regressar ao estudo.

Não deixa de, neste contexto, ser curioso ver as imagens da nova campanha publicitária da JobsInTown (uma agência de recrutamento alemã) que, sob o slogan “A vida é demasiado curta para teres o emprego errado” acerta na mouche com esta campanha de marketing e me faz relembrar, precisamente, esses pormenores sórdidos que inventávamos nas noites de desespero em que era suposto estudar.

 

Algumas imagens da campanha da JobsInTown.

Os criativos por trás serão claro, provavelmente, gente tão criativa quanto perturbada, como eu e os restantes o éramos, durante a Faculdade.

Written by Cláudio Vieira Alves

18/02/2011 at 08:47

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #32

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É ver. Que um anúncio da Coca-Cola é sempre um anúncio da Coca-Cola.

E este, baseado em estatística de 2010, acaba por exibir números interessantes. Ainda, ao estabelecer uma comparação — mesmo que manipulada —, acaba por fazer sorrir, entreter e gerar um processo de identificação do público-alvo com a marca.

Há (boa) publicidade, como este é um exemplo, e depois há o resto: barulho que é resultado de péssimas estratégias.

[ Vídeo: “Razões para crer”, por Coca-Cola ]

Written by Cláudio Vieira Alves

11/02/2011 at 12:48

o dia em que uma reclamação parou o youtube.

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Tenho-o defendido e acho que por aqui, também, já o escrevi: a internet, com vantagens e desvantagens, permite aos consumidores explorar num meio global as suas relações pessoais com as marcas. Os exemplos de empresas expostas e fragilizadas, com uma eventual publicidade negativa dessas relações entre consumidores e marcas, têm sido tendencialmente crescentes nos últimos meses. Foi, assim, em Portugal com o caso Ensitel (que acabou por terminar com razão para o cliente e com quebra de popularidade irreparável a médio-prazo para a empresa que vende telemóveis); e é assim pelo Mundo fora.

Há uns dois meses, movido pela curiosidade de ler sobre as estratégias de marketing de algumas empresas brasileiras, acabei por dar com uma campanha de uma companhia de electrodomésticos residenciais (uma marca sólida no Brasil e conhecida pelos slogans: Brastemp) que achei brilhante. Com um simples spot de rádio, que passou simultaneamente em 11 rádios brasileiras, associavam a imagem de uma vulgar marca de electrodomésticos caseiros à inspiração. Ora, isto obtém resultados palpáveis quer junto de potenciais clientes (manifestando-se como uma empresa inspiradora e que dá que falar), quer para os clientes já captados (provocando a fidelização através do orgulho em possuir um produto de marca tão forte e com o factor que apelido de, simplesmente, sexy). Além disso, juntaram ao rescaldo desta iniciativa a publicidade gratuita e eficaz da comunicação social e do público generalizado que falou, durante tempos e tempos, desta iniciativa. Tanto se falou que, em vários países (inclusive, a semana passada, em Portugal), esta iniciativa acabou por ser mimetizada e para a companhia, no seu mercado brasileiro, resultou num aumento pronunciado das vendas.

Vale a pena ver o vídeo que exibe os resultados e alguns dos contornos desta campanha publicitária: “O dia em que um sorriso parou S. Paulo”:

[ Vídeo: “O dia em que um sorriso parou S. Paulo”, por Brastemp ]

No entanto, apesar de todo o sucesso desta belíssima campanha de dimensões generosas, recentemente, o nome Brastemp foi abalado com um simples vídeo caseiro de um cliente que, insatisfeito, passou a sua história directamente do YouTube para a comunicação social brasileira. Sim, com um simples vídeo caseiro toda a imagem recente da campanha premiada que lançaram se diluiu. Este confronto torna evidente que as acções dos consumidores, através da força possível da internet (este  vídeo caseiro foi visto 130 mil vezes no espaço de uma semana),  permitem equiparar a projecção de uma mensagem caseira de insatisfação a uma campanha de marketing institucional.  De uma vez por todas, as companhias devem desenhar, para além das suas acções de comunicação e de marketing, bons serviços de apoio ao cliente e uma assistência técnica que não tenha um só caso de insatisfação. Díficil e exigente, bem sei, no entanto a oposição a estes vectores e falhas sucessivas no que toca ao rigor e excelência poderão sempre resultar em vídeos nocivos e inflamados como este:

[ Vídeo: “Não é uma Brastemp”, por Oswaldo Luiz Borrell ]

No fim a Brastemp acabou por oferecer um novo frigorífico a este cliente e tecer diversos pedidos de desculpa públicos por este lapso, no entanto, como ocorreu no nosso caso nacional com a Ensitel tudo isto poderá ser, irremediavelmente, uma mossa nas estratégias comerciais da empresa. Uma empresa que assume uma posição web 2.0  deve abandonar o foco da simples angariação de novos consumidores e alargá-lo para a manutenção e diálogo aberto (em todas as potenciais plataformas onde aparece: telefone, carta, e-mail, redes sociais, etc) com o cliente. Ainda, e de uma vez por todas, as empresas deverão utilizar a internet como uma forma de reforçar a sua marca e de comunicar directamente com todos os clientes: satisfeitos ou insatisfeitos.

Para os consumidores actuais  — decerto mais exigentes e que partilham as suas experiências como clientes através de plataformas como o são as redes sociais —, uma marca “aparecer” na internet como fachada já não chega; a marca tem de esquecer o “aparecer” e passar a “estar”.

Written by Cláudio Vieira Alves

09/02/2011 at 16:30

o consumo de café, já nos venderam, estimula a actividade sexual.

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No café, um casal de colegas aproxima-se do balcão:

Ela: Bom dia. Dois cafés, por favor. Um deles é curto.

Ele: Ah, o meu é comprido — permitam-me o trocadilho.

Empregada (com um riso nervoso): Muito bem.

Ela: És tão parvo.

Ele: Então?, tenho que aproveitar para fazer o meu marketing pessoal.

Ela: Pois, mas neste TEU caso é só publicidade enganosa.

Written by Cláudio Vieira Alves

29/05/2010 at 13:25

Publicado em vejo tudo sem ser visto

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um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #17

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Em plenas vésperas do evento Apple onde, tudo indica, será apresentado um novo dispositivo electrónico — que tal como o iPod/iPhone o fez na anterior década, pretende marcar esta próxima — observo e recordo a campanha “Get a Mac“.

Marketing humorístico, que remonta o seu início a 2006, esta é uma campanha onde, com muitos toques de minimalismo, são exibidos dois intervenientes: um PC e um Mac (respectivamente: John HodgmanJustin Long). É exibida nas televisões de diversos países, mas o seu sucesso na web é internacional.

Entre os diferentes spots publicitários exibem, essencialmente através dos diálogos entre a máquina-PC e a máquina-Mac, as diferenças de hardware e software entre ambos. Nem sempre as diferenças são apontadas como defeitos, sendo apenas estereotipado o tipo de utilização que cada uma destas máquinas serve e, posteriormente, desconstruídos os mesmos estereótipos —  valorizando obviamente a Apple. Os vídeos que brincam com o sistema operativo Windows Vista como, por exemplo, a versão longa do anúncio “Sad Song” são, para mim, os mais universais. E universais porque a realidade é: ninguém gosta do Vista.

Publicidade boa, anúncios ritmados e a tónica, assumidamente, no engraçado são os argumentos que explicam que esta campanha de marketing dure há 4 anos e tenho sido já premiada. Para recordar a campanha todos os vídeos foram compilados e listados no site AdFreak.

[ Vídeo: “Broken Promises”, da campanha “Get a Mac” ]

Written by Cláudio Vieira Alves

24/01/2010 at 05:00