as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for Maio 2010

o consumo de café, já nos venderam, estimula a actividade sexual.

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No café, um casal de colegas aproxima-se do balcão:

Ela: Bom dia. Dois cafés, por favor. Um deles é curto.

Ele: Ah, o meu é comprido — permitam-me o trocadilho.

Empregada (com um riso nervoso): Muito bem.

Ela: És tão parvo.

Ele: Então?, tenho que aproveitar para fazer o meu marketing pessoal.

Ela: Pois, mas neste TEU caso é só publicidade enganosa.

Written by Cláudio Vieira Alves

29/05/2010 at 13:25

Publicado em vejo tudo sem ser visto

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na minha rua* cabe o barulho de bandeiras, vómitos e meia-dúzia de terços.

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Na minha rua:

1) Tive o cortejo da Queima das Fitas há uma semana.

Resultado: ouvia-se cair o vómito (daquele instruído e académico) mesmo à porta de casa.

2) Tive os festejos do Benfica no fim-de-semana passado.

Resultado: pancadaria da grossa e buzinadelas noite dentro.

3) Tenho as preparações para receber o Papa, desde há 4 dias, (quase) 24 sobre 24 horas a decorrer aqui ao lado.

Preparações silenciosas. Minuciosas. Uma máquina eficaz levanta, da noite para o dia, estruturas que nunca pensei serem possíveis de nascer em plena Avenida.

Resultado: sinto tudo à volta tão religioso e de um silêncio que — diz quem já lá esteve — é digno da paz dos céus. De tal forma que, no meu leitor de CD, só me dá vontade de pôr a rodar o Padre Borga em versão Pan Pipe.

Mas, como tal ainda não foi inventado — e é apenas por isso que não tenho tal disco —, fico-me por Anaquim. *”Na minha Rua”. (E dá para ouvir aqui.)

Written by Cláudio Vieira Alves

12/05/2010 at 22:53

laico é a tua tia, pá.

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Caricatura de Papa Bento XVI

Caricatura de Papa Bento XVI

Obrigatório ver o balanço económico e o impacto social desta visita papal — demoníacamente cara — aqui.

Written by Cláudio Vieira Alves

11/05/2010 at 18:59

nunca achei vir a escrever isto: mais valia ter pedido uma bica.

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O Padre entrou no café, encostou-se no balcão, ao meu lado e fez-me engasgar e rir até às lágrimas.

Sim. Com a maior das latas, e nas circunstâncias actuais, ele pediu em voz alta e sem qualquer preconceito: “um garoto, faz favor”.

Written by Cláudio Vieira Alves

07/05/2010 at 03:21

engate for dummies.*

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Na mesa ao lado um homem, trajando protocolarmente a farda executiva — clássico fato azul marinho e gravata às riscas —, olhava a mulher que ao fundo do café possuía um decote pronunciado e que parecia, mesmo ao longe, sobrepôr-se à blusa vermelha. Olhava-a tão fixamente e de frente quanto eu, ainda mais absorvidamente, o espiava pelo rabo do olho. Deviam ter, praticamente, a mesma idade. Ele tão seguro de si quanto bonita ela era.

Aquela mulher deve ter-se fartado daquilo (só pode ter sido isso) e, nesse cansaço, encontrou forças para equiparar a sua beleza à sua presunção. Levantou-se e percorreu todo o café para lhe perguntar:

— Olhe, desculpe lá!, não se importa de parar de olhar para mim. Por acaso nunca viu uma mulher?!

Ele, a despeito de tudo que nos é ensinado a nós, homens, a nunca pensar (quanto mais sequer em dizer?), respondeu:

— Assim tão feia e mal feita? Por acaso, não.

* ou uma tentativa de aplicar a velha fórmula “quanto mais me bates mais gosto de ti” . Não funcionou. História verdadeira, esta.

Written by Cláudio Vieira Alves

06/05/2010 at 07:37

nunca o defeito da música portuguesa foi o de ser portuguesa.

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Cada vez mais vivemos excelentes tempos de muita, e diversificada, produção de música portuguesa. Cada vez menos a ignorância proclama que o defeito da música portuguesa é o tão só dela mesma ser portuguesa. Cada vez mais, acredito!, a música portuguesa poderia ser, dentro e fora da sua própria tradição, um universo musical marcante e significante. Somos, musicalmente, uma viagem que parte de nós, se encerra em nós e, pelo caminho, transporta meio mundo. Porque, o sabemos desde sempre, é a nossa música com tudo aquilo que o nosso, de bom e de mau, carrega.

Finalmente, e depois de o ter referido aqui, o filme-documentário “SIGNIFICADO — A música portuguesa se gostasse dela própria” chega ao Porto. Depois do Festival IndieLisboa, e de diversas linhas escritas sobre o assunto (ver artigo no ípsilon sobre Tiago Pereira e a entrevista ao Público deste realizador), Tiago Pereira será exposto amanhã, quinta-feira, dia 6 de Maio, pelas 22 horas, no Cinema Passos Manuel. Serão dois os filmes exibidos: “B Fachada — Tradição Oral Contemporânea” e “SIGNIFICADO — A música portuguesa se gostasse dela própria” com um bilhete único (€ 3,5).

Cartaz do Filme-Documentário "SIGNIFICADO"

Cartaz do Filme-Documentário "SIGNIFICADO"

O trailer do filme-documentário “SIGNIFICADO” está disponível para visualização aqui e, entretanto, ficam com — para além do convite e da forte recomendação para que assistam a estes dois filmes —, para abrir o apetite, um pequeno clip de B Fachada que integra o Andanças 2008 (pela lente, valiosa edição e montagem de Tiago Pereira  alguns dos frames que integram o lote de imagens incluídas no “Tradição Oral Contemporânea”).

[ Vídeo: “B Fachada — Tradição Oral Contemporânea”, por Tiago Pereira ]

Written by Cláudio Vieira Alves

05/05/2010 at 08:11

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #24

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Ainda na febre da Katyzinha (sim, que até o Hérman no seu novo programa já brincou à rapariga dos conselhos de moda), encontramos repórteres de moda que — tal como a Katyzinha — sabem o que é, ou não, fashion.

Para mim, ainda é do lado de lá do Atlântico que melhor se responde ao jornalismo rasteiro. Se a resposta-crítica que um dia Rodrigo Amarante, dos extintos Los Hermanos, atirou a um jornalista está, garantidamente, nas minhas respostas favoritas de sempre; esta, noutro estilo e formato, agrada-me na forma como deixa a repórter, simplesmente, atónita.

[ Vídeo: “Repórter leva fora”, na TV Mulher (Brasil) ]

Written by Cláudio Vieira Alves

04/05/2010 at 19:44