as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for Agosto 2009

avante com a festa — merecedora desse nome.

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A Festa do Avante! não é só a festa política do PCP, nem um festival de música portuguesa. Nem é tão pouco um arraial. O Avante! é — e já o escrevi em 2005 — uma diversidade cultural de eventos, pessoas e sensações que dá gozo conhecer e viver. É a festa da, e para a, gente. Um mar de humanidade que, se por vezes esmaga e incomoda, também sorri e troca histórias e conversas entre experiências de gastronomia nacional. São conversas de quem, sente-se na honestidade do sorriso, ama viver e que narra, muitos na primeira pessoa, as histórias desta nossa terra. A Quinta da Atalaia vira um pequeno mundo de convivência perfeita que devia durar mais de 3 dias.

As gentes e a Festa do Avante! (foto de nfcastro)

As gentes e a Festa do Avante! (foto de nfcastro)

Desde que fui à Festa — passa quase uma década em que apesar de tantas mudanças— não falto um ano. Foram, em alguns anos, as minhas únicas (e, ainda assim, felizes) férias. Este ano, nos dias 4, 5 e 6 de Setembro, naturalmente que por lá andarei. E a esse respeito, já agora, espreite-se um pouco das minhas escolhas musicais pessoais no vasto programa invejável e no qual encontro sempre dificuldades em repartir-me. É que o programa da música — como uma cereja no topo do bolo que é o Avante! —, tal como nos anos anteriores, permite aos participantes encerrar o Verão com a melhor celebração possível, apresentando muitas propostas para esse efeito.

Palco 25 de Abril

Auditório 1.º de Maio

Repito: escolhas musicais pessoais. Estes são apenas alguns dos espectáculos que decorrem em dois, os principais, de muitos palcos espalhados pelo recinto. A somar ao AvanTeatro, ao Espaço Internacional, aos Cafés-Concerto, Exposições, Feira do Disco, Feira do Livro, Feira de Artesanato, etc.

Díficil é, garanto-vos, conseguir ver e estar presente em tudo. Toda a informação (oficial) aqui.

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Written by Cláudio Vieira Alves

31/08/2009 at 23:45

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #04

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Um belíssimo anúncio da Olympus traz, em 1.600 fotografias (apesar de terem sido batidas mais de 60.000) — e utilizando a técnica stop-motion — uma pequena história. Baseados em alguns artistas/fotógrafos que recorrem a esta técnica (como Mr. Taijin Takeuchi) produziram um trabalho/anúncio riquíssimo.

[ Vídeo: “PEN Story”, por Olympus ]

Written by Cláudio Vieira Alves

31/08/2009 at 11:01

Publicado em um vídeo por dia, vídeo

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morram as marquises e os ares condicionados nas fachadas. morram. pim!

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E, já agora: abaixo o Cavaco que é do tempo das marquises manhosas (ver artigo no i) e é, absolutamente, a preto e branco.

Mas, “Cláudio, tiraste isso de onde? Qual é o contexto?” — perguntam vocês mais do que legitimamente. Simples:

«As marquises nas fachadas dos prédios são um dos alvos de uma campanha que arranca no mês que vem para sensibilizar a população para os aspectos estéticos do fenómeno. As caixas de ar condicionado e os estendais também vão estar na berlinda nesta iniciativa, que, apesar de ter o apoio do Ministério do Ambiente, partiu de um gestor privado.», via Público

E, assim de repente, acho que era esta a salgalhada de ideias que vai pela minha cabeça e que vos queria transmitir. Pronto.

De nada.

Written by Cláudio Vieira Alves

27/08/2009 at 16:17

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #03

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Com amigas assim, para quê inimigas?! São as “Amigas do Portas” algo que — a ser verdade — corresponde a um grupo de mulheres que pretende ajudar Paulo Portas a passar a sua mensagem. E fazem-no, voluntariamente e com uma militância de despir a camisola, porque acreditam que Portas é um borracho.

A realidade é que, e chamem-me demagógico, sexista ou o diabo a quatro, esta terá sido das vezes em que, seguramente, as ideias do CDS/PP me prenderam mais a atenção.

[ Vídeo: “As ideias de Paulo Portas”, pelas Amigas do Portas ]

Written by Cláudio Vieira Alves

27/08/2009 at 10:26

outras histórias de eficiência energética.*

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[ um post publicado num blogue antigo ]

Dizia-me ele que gostava de Electrónica e exibia curiosidade sobre “aquele aparelho com que andas e que ligas ao computador”.

Referia-me, como se de um passado distante se tratasse, que tinha estudado algumas coisas nos seus tempos de adolescência em que vivia e estudava por Lisboa. Que tinha até trabalhado numa grande empresa e que tinha sido reconhecido pelo seus dotes nessa área.

Perguntei-lhe: “Mas? Como é que vieste parar aqui? A Paços de Brandão, a operar máquinas de extrusão por turnos?”

Respondeu-me entre dois tragos de um cigarro e cheio de vida e fumo: “Pá, é uma história, basicamente, de amor…”.

E a minha melhor resposta foi um franco sorriso.

* uma aproximação às vidas numa Fábrica do Grupo Amorim & Irmãos, S.A..

Written by Cláudio Vieira Alves

26/08/2009 at 11:00

e aquela coisa do porto em primeiro, também, paga aos eleitores?

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«A organização das corridas de 2009 do Circuito da Boavista, no Porto, pagou 77.500 euros para garantir a participação de 22 clássicos de Fórmula 1 nas duas corridas realizadas a 12 de Julho. Esta despesa já foi contestada por Rui Sá, vereador e candidato da CDU à presidência da Câmara do Porto, que promove o evento através da empresa municipal PortoLazer. Num requerimento enviado sexta-feira ao presidente da câmara, o vereador comunista exige esclarecimentos, criticando que “dinheiros públicos sirvam para pagar cachets de presença a corredores não profissionais de automóveis”. No documento, Sá defende que o normal seria que os pilotos, em vez de receberem um “subsídio”, pagassem para participar.», via Público

Temos, portanto, para além daqueles dois pés no Porto, várias 4 rodas na Boavista. E uma organização que, orgulhosamente, gastou em cada uma das edições cerca de 320 mil euros.

Caraças!, às vezes não custa tanto ser democrático?

Cartaz de Promoção de Rui Rio, à Câmara Municipal do Porto.

Cartaz de Promoção de Rui Rio, à Câmara Municipal do Porto.

Written by Cláudio Vieira Alves

25/08/2009 at 10:42

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #02

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Vivo, desde cedo, uma paixão pela música e pelo seu processo criativo. Foi uma família atenta a esta expressão artística, e uma abordagem enquanto criança ao piano, que me permitiram — de diferentes formas — despertar a audição e apaixonar-me por música.

Ainda que o piano vertical de casa dos meus pais seja um bom amigo para fins de tarde melancólicos — e para impressionar miúdas?! — foi, na realidade, em plena adolescência que me enamorei pela bateria. Havia qualquer coisa nas frases rítmicas que me tiravam a respiração, prendiam a atenção e me colocavam um sorriso na alma. Um sorriso que, ainda hoje, esboço perante a genialidade de alguns bateristas.

Sempre encarei que é o ritmo — do jazz ao rock progressivo e passando pelo pop mais descartável — a combustão da música. O ritmo é, ainda mais e na sua forma mais tradicional ou primária, o primeiro estado de música. É o modo mais inato com que, praticamente qualquer um, se exprime musicalmente. Pé que bate no chão, um bater de palmas, dedos que tocam no volante do carro ao som da rádio ou, por exemplo, os toques ritmados no rato enquanto lê este post. Isto tudo, lamento informar fazemo-lo inconscientemente e sem, necessariamente, impressionar miúdas.

É, assim, verdade que sem intenção e utilizando os sons mais básicos (aplicados com algum ritmo) quase todas as pessoas, diariamente, criam ou reproduzem a música e o ritmo que lhes está agarrado à mente.

Recentemente, um artigo na revista Pública (suplemento do jornal Público) estabelecia a comparação entre os bateristas modernos e os atletas de alta competição. Partindo de um estudo científico que prova que o desgaste físico de um baterista é semelhante, ou superior, ao de um atleta de alta competição o artigo recolhe, de um modo interessante, as opiniões de alguns bateristas portugueses sobre esse e outros assuntos. Estão reunidas, neste artigo, as opiniões dos seguintes bateristas: Kalú (Xutos & Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Fernando Gonçalves (Clã), Tóli César Machado (GNR), Nuno Oliveira (X-Wife) e David Pires (Os Pontos Negros). (Disponibilizo, temporariamente, esse artigo na íntegra, aqui.)

Aproveito este contexto para, na rubrica de vídeos deste blogue, colocar à vossa apreciação um dos meus músicos e bateristas favoritos. Tento com esta escolha fugir aos habituais bateristas pop-rock que a maioria conhecerá. Apreciem, então, Dave Weckl — baterista e compositor de um jazz moderno de fusão regado com muito groove e bom funk  — acompanhado da sua banda: Dave Weckl Band.

[ Vídeo: “The Chicken”, por Dave Weckl Band ]

Written by Cláudio Vieira Alves

25/08/2009 at 00:31