as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for the ‘notícias’ Category

jobs, o homem que sabia demasiado e pensava diferente.

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Steve Jobs (1955-2011)

Para mim: assinalável como revolucionário na abordagem ao mundo digital, principal inspirador da evolução tecnológica, notável criativo na renovação do marketing e a minha principal referência como vendedor de emoções.

Provavelmente, nem sempre o soubemos — e é o tempo que tratará de levar o seu impacto na história até aos livros —, mas Steve Jobs foi um desses homens que, por pensar diferente, mudou o mundo.

[ Vídeo: “Think different”, anúncio da Apple Computers de 1997 ]

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Written by Cláudio Vieira Alves

06/10/2011 at 01:13

isto não é nobre, isto nem sequer é nada.

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«Fernando Nobre [ex-candidato à presidência da república], presidente da AMI, será o cabeça-de-lista por Lisboa do PSD e será indigitado presidente da Assembleia da República se o partido ganhar as eleições.», Público

E vale a pena rever a entrevista de Fernando Nobre, em 1 de Março de 2011, na SIC Notícias.

[ Vídeo: “Fernando Nobre no Jornal das 9 (SIC-N), no dia 1-03-2011)” ]

Written by Cláudio Vieira Alves

10/04/2011 at 19:26

clássicos de futebol e os classificados.

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A respeito disto.

Classificados: Procura-se Electricistas para Estádio da Luz.

Written by Cláudio Vieira Alves

05/04/2011 at 13:05

as baquetas de morello.

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Quando o baterista Joe Morello integrou o quarteto de Dave Brubeck, em 1956, as experiências e invenções de novos ritmos de jazz ficaram enriquecidas. Foi, precisamente, pela invenção rítmica, criatividade e subtileza dos seus preenchimentos acústicos que Morello pautou a sua relação com a bateria e, dessa forma, registou o seu nome na história do jazz. Adjectivos que também explicam que, ao longo da sua carreira, tenha acabado por se sentar na bateria para gravar 120 discos — dos quais 60 foram, precisamente, com Brubeck.

Joe Morello

Apesar de algumas dificuldades relacionadas com a visão gravou, já na dita terceira idade, vários discos, fartou-se de dar concertos, deu palestras, escreveu livros sobre como tocar bateria e gravou vários DVD com lições de bateria onde partilhava as dicas para o seu estilo inconfundível.

Morreu a 12 de Março deste ano — com 82 anos — na sua casa em New Jersey.

Na memória das suas baquetas ficam-nos belíssimos clássicos como Take Five ou, por exemplo, Sounds of the Loop.

[ Vídeo: “Sounds of the loop”, por The Dave Brubeck Quartet ]

Written by Cláudio Vieira Alves

15/03/2011 at 09:46

Publicado em diversos, música, notícias

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o cinema nun’álvares vai hibernar.

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Pouco mais de um ano depois de se ter escrito que o Cinema Nun’Álvares reabria, esta sala volta a fechar as portas ao público. Para já, anunciado de fininho como sendo por tempo indeterminado, fecha a sala da Guerra Junqueiro sem qualquer data prevista para a sua reabertura.

Com directa responsabilidade dos investidores e promotores das iniciativas — que assentam as suas (fracas) estratégias na mimetização do comportamento e da oferta das outras salas — a verdade é que a autarquia do Porto tem alguma responsabilidade. Com efeito, não existe qualquer iniciativa da Câmara Municipal do Porto em valorizar as suas infraestruturas históricas nem em contrariar o encerramento e esvaziamento das mesmas. Na realidade, essa é uma actividade que é desprezada pelo Rui Rio e que não constitui qualquer tipo de prioridade.

E é assim que, com os braços cruzados de Rio, fechou ontem o Batalha, e hoje o Nun’Álvares. Amanhã?, o Rivoli? E depois de amanhã: o Sá da Bandeira?

E, até quando?

Written by Cláudio Vieira Alves

01/03/2011 at 12:19

são os velhos: a nova rapaziada do rock português.

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Os Velhos. Anotem no telemóvel, no e-mail, num post-it, escrevam na testa, guardem nos favoritos do browser, ou onde quiserem, mas registem: esta é próxima banda portuguesa que nos vai dar música, pôr a dançar rock, fazer berrar letras e atirar-nos os corações ao alto.

"Os Velhos", fotografia de Vanda Noronha.

O quarteto (que conta com o Sebastião, o Francisco Xavier, o Lucas e o Zé Preguiça) tem tudo para que resulte. Depois de algumas colectâneas de novos talentos, alguns temas espalhados em compilações e um EP esgotadíssimo — que andou em repeat e que me custou arrancar da aparelhagem durante quase um mês —, fiquei rendido à nova banda de rock da Companhia de Discos do Campo Grande (Amor Fúria). São canções com uma secção rítmica envolvente e com a guitarra eléctrica distorcida e aguda que é impossível de enjoar. Os riffs são descomplexados e competentes, as melodias práticas, o ritmo viciante e a voz encaixa. Ou seja, tudo desenhado como uma engrenagem única e sem peças soltas. Diria que, com Os Velhos, a vida se pinta como uma mistura de The Strokes com os Um Zero Amarelo — portanto, canções do melhor.

Desde 2009 entusiasmado com este quarteto leio, com grande satisfação, a notícia que este é o ano de Os Velhos. 2011, em Abril, verá o lançamento do primeiro longa-duração desta banda. Entretanto, o novo single “A Senhora do Monte” já está disponível para audição no myspace.

Por aqui, e até lá, é assim que ficam as coisas (num vídeo-sem-vídeo-que-serve-unicamente-para-partilhar-a-canção):

[ Vídeo: “Foi assim que as coisas ficaram”, por Os Velhos ]

Written by Cláudio Vieira Alves

17/02/2011 at 13:07

ninguém liga se a fossa é nova, ou usada, desde que saiba ao mesmo.

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Belle Chase Hotel. Ao vivo. Amanhã (12 de Fevereiro). Teatro Municipal de Vila do Conde. 10 euros.

Sim, é isto: 6 anos depois do último concerto a que assisti deles no Festival Subscuta 2005, em Barcelos, para uma plateia reduzida e que acabou abruptamente com um corte de energia, vamos todos poder voltar a ver aqueles que são, para mim, os Divine Comedy portugueses. Uma banda que, como tantas na história da música, apareceu no ano errado e com uma estética e musicalidade que o público não estava, ainda, disponível para ouvir. Era o ano dos Silence 4. Hoje, teria sido diferente.

Os Belle Chase Hotel nasceram em 1995, em Coimbra, 3 anos antes da edição do seu primeiro disco — ainda pela NorteSul — “Fossanova”. Um álbum fresco, intemporal, imaginativo e onde a criatividade não se secou. De tal forma a criatividade transbordava que, em 2000, acabaram por lançar o seu segundo e último longa-duração “La Toilette des Étoiles” com produção do Joe Gore (sim, o mesmo Joe Gore da PJ Harvey e do Tom Waits). Com um punhado de canções assentes numa abordagem alternativa às letras e aos instrumentos, ao próprio género musical do pop-rock, contudo de fraca recepção junto do grande público, os Belle Chase Hotel acabaram por encerrar o seu percurso. Pelo meio ainda gravaram bandas sonoras para curtas-metragens reforçando que a sua música dava a mão a muita da estética cinematográfica.

Na ressaca do grupo, deram origem a outros projectos (como Quinteto Tati, JP Simões a solo, Wraygunn, etc) onde, apesar de serem projectos igualmente interessantes e valiosos, nunca mais se ouviu a sonoridade boémia de cabaret, os blues eróticos e/ou a estética única deste grupo. Era toda um conteúdo consistente com a forma que tinham erguido num pacote a que chamaram Belle Chase Hotel e que, naquele modo e com eles, fazia todo o sentido. Fiquei eu, e tantos outros, órfãos daquela música.

Com Antoine Pimentel (Bateria), Filipa (Violino), João Baptista (Baixo), JP Simões (Voz), Luís Pedro (Piano, Bandolim, Acordeon), Marco (Saxofone), Pedro Renato (Guitarras), Raquel Ralha (Voz) e Sérgio Costa (Guitarra e Flauta Transversal) — a formação original com 9 elementos (quantas bandas de pop-rock conseguem isto de fazer música com tanta gente?) — os Belle Chase Hotel reerguem-se,  alguns anos depois, movidos pela saudade, e depois de um concerto-experiência em Coimbra decidem fazer uma mini-digressão para espalhar boa música pelo país fora.

Hoje, tudo é tão diferente que as salas de espectáculo esgotam para os ouvir e, diz quem os tem visto, que ouvir cantar que há um novo McDonald’s em Sunset Boulevard continua hoje a ter o mesmo sabor de antes. E tudo isto são boas notícias.

[ Vídeo: “Fossanova”, por Belle Chase Hotel ]

Written by Cláudio Vieira Alves

11/02/2011 at 15:52