as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for Março 2009

a geração do desemprego e do “isto está muito mau!”.

leave a comment »

Entre conversas, diariamente, sinto e meço a preocupação de amigos e de colegas. O tema de conversa entre recém-licenciados é hoje, mais do que nunca na última década, o emprego.

Efectivamente, estamos perante um mercado saturado de estágios não-remunerados e de jovens que os aceitam. É, ainda, um mercado preenchido por empregadores subversivos que sabem, lindamente, como reduzir os custos directos com mão-de-obra recorrendo a uma rotatividade de quem – e aparece sempre alguém assim! – aceita pagar para trabalhar. Por outro lado, os postos de trabalho parecem todos ser ocupados por funcionários descartáveis e com um sistema de (des)compensação financeira que os malvados e cegos recibos verdes permitem.

Uma geração, provavelmente, que quando “arranja” um emprego, está já cansada de o ter procurado e que exausta e desmotivada aceita, sem discutir, as condições impostas – e que poucos arriscam negociar já que, para a negociação, necessitariam de ter algo a apresentar para lá da inexperiência ou de ausência de curriculum profissional.

“Arranja-me um emprego” – que pertence ao meu álbum favorito: “Campo Lide” – de Sérgio Godinho, apesar dos seus 30 anos de idade, continua com uma actualidade esmagadora a retratar esta geração queixosa de procurar emprego e que até vai, com toda a razão, para a rua queimar recibos verdes.

Mas, note-se que esta é a mesma geração que as Faculdades, sabendo de antemão que o caudal de saída de licenciados supera largamente os postos de trabalho actuais, nunca prepararam para trabalhar.

Há também muita culpa dos estudantes – estes nunca se preocuparam em buscar outras actividades e confiaram a sua formação a Faculdades e Escolas. Ora, do Ensino Superior Português sempre se soube que apresenta metodologias de ensino distante e despreocupado de uma formação de mentalidades e de postura para ambientes profissionais. A preocupação do Ensino é hoje, como sempre foi no passado, apenas uma rápida aquisição de conhecimento e, na maioria das situações, pouco prático.

Porém, esta seria a mesma geração que, com todo o peso triste da inevitabilidade, nos sapatos dos actuais empregadores e nas mesmas condições: fariam a mesmíssima coisa ou pior do que aquilo que criticam. E isto confirma que, perante a inexistência de uma regulação eficaz, há uma escalada de capitalismo motivada, essencialmente, pelas pessoas que constituem o mercado (de ambos os lados) e não por culpa da estrutura do mercado.

Fica o vídeo de “Arranja-me um emprego”, filmado no espectáculo “Nove e Meia no Maria Matos”, em Maio de 2007. Esta música, repito e sublinho: originalmente editada em 1979, contém a ironia e deveria, em prol da honestidade, ser cantada pelos candidatos nas actuais entrevistas de emprego.

Written by Cláudio Vieira Alves

25/03/2009 at 01:01

da luz, que já nem, ao fundo do túnel.

with 2 comments

bartoon_24_mar_20092

[ Bartoon, de 24 de Março de 2009, de Luís Afonso e via Público ]

Written by Cláudio Vieira Alves

24/03/2009 at 19:45

Publicado em diversos, notícias

certamente que irá pingar alguma coisa para este blogue.

leave a comment »

«Ministério estima gastar 600 mil euros com horas extraordinárias irregulares.», via Público

Written by Cláudio Vieira Alves

24/03/2009 at 19:33

Publicado em blogue, notícias

sugestões de prendas ou um livro de auto-ajuda…

leave a comment »

 

Livro: "How to Live with a Huge Penis."
Livro: “How to Live with a Huge Penis.”

[ via iFool e à venda na Amazon. ]

 

Written by Cláudio Vieira Alves

23/03/2009 at 23:21

Publicado em diversos

rui reininho, tiago guillul, uma carrinha e a praça de espanha.

leave a comment »

Já é possível ver uma amostra do concerto de Rui Reininho e Tiago Guillul, que aconteceu no dia 16 de Marçoaqui

Tiago Guillul e Rui Reininho, no Cabaret Maxime, na Consoada da Flor Caveira (Dez '08).

Tiago Guillul e Rui Reininho, no Cabaret Maxime, na Consoada da Flor Caveira (Dez '08).

Sugiro, ainda, que se espreite a Consoada da Flor Caveira, no Cabaret Maxime, em Dezembro de 2008 onde, na faixa 11, Rui Reininho participa cantando “USA” – tema do último álbum de Tiago Guillul.

Quer na consoada, como no concerto improvisado na Praça de Espanha, é possível reconhecer entre os músicos mais caras conhecidas como Samuel Úria, Guel e Filipe Sousa – guitarrista dos Pontos Negros.

Written by Cláudio Vieira Alves

23/03/2009 at 20:58

billy corgan, o ego complicado.

with 3 comments

«Jimmy Chamberlin, baterista da banda, deixou os Smashing Pumpkins. Billy Corgan é agora único membro original do grupo – mas não vai parar.», via Blitz.

Billy Corgan, líder dos Smashing Pumpkins.

Billy Corgan, líder dos Smashing Pumpkins.

Depois de um fim anunciado e melodramático num pós-“Machina”, cuja responsabilidade se atribui na totalidade a Billy, os Smashing Pumpkins reúniram-se (com, apenas, dois membros da formação original: Billy Corgan e o baterista Jimmy Chamberlin) para o álbum “Zeitgeist” que dividiu os fãs.

Billy Corgan andou, nos últimos tempos, a afirmar que era o último álbum da banda em suporte físico e, na realidade, em 2008 lançou na Internet o EP “American Ghotic” – onde toca todos os instrumentos à excepção da bateria. Com quase 20 anos sobre o lançamento do primeiro álbum dos Smashing Pumpkins e, depois de todos terem sido afugentados de um dos marcos do rock e do grunge nos anos 90, os contornos de um futuro para esta banda, que é para mim, ainda, marcante, surgem cada vez mais esbatidos e em traços escuros.

Recordo o videoclip com a formação original que, há mais de 10 anos, via repetidas vezes com amigos, na biblioteca da Escola onde terminávamos o 9º. ano.

Written by Cláudio Vieira Alves

23/03/2009 at 20:03

a minha vida dava um jingle. #09

leave a comment »

Música instrumental – tal e qual como nascem as vidas.

Adaptamos o argumento, escolhemos um tema e escrevemos a letra. Cada um como sabe e, claro: uns com mais facilidade em rimar do que outros. Há os que fogem da rima e até os que se esquecem da métrica. Cantamos e tocamos a vida, como no jogo das cadeiras, até que esta acabe.

Escolhemos o género, sim. Mas, na essência, somos meia dúzia de acordes, uma mão cheia de notas e uns arranjos que vamos aprendendo.

As vidas dão bem mais que um jingle.

[ “De Usuahia a la Quiaca”, por Gustavo Santaolalla ]

Written by Cláudio Vieira Alves

23/03/2009 at 18:54

o twitter: falar com ninguém e para todos, ao mesmo tempo.

with one comment

Written by Cláudio Vieira Alves

23/03/2009 at 06:05

Publicado em blogue

Tagged with ,

tenho estado por ali…

leave a comment »

… mas, não tarda nada, já venho.

Written by Cláudio Vieira Alves

20/03/2009 at 05:08

Publicado em blogue, publicado por iPhone

Tagged with ,

a minha vida dava um jingle. #08

leave a comment »

Num tom abafado, como num último suspiro de vida, sussuro qualquer coisa – que, provavelmente, nem eu entenderia – e sinto-me que se apoderam de mim, por todo o lado. Tudo tão agarrado a uma teia que, descontrolado, como num vício: esqueci por onde começou.

Esqueço-me até se alguma vez me quis soltar.

Hoje, num livro e nuns papéis que narram uma verdade científica que me desinteressa e me revolta. Amanhã, na vida e por aí.

[“Lullaby”, por The Cure]

Written by Cláudio Vieira Alves

12/03/2009 at 20:31

há qualquer coisa de transformista em manuela ferreira leite?

with 3 comments

Se bem me recordo foi Manuela Ferreira Leite, ao longo da sua vida política que conta com diversas funções que:

(1) Ocupou o cargo de Ministra da Educação, no início dos anos 90 – tendo despedido 10,000 trabalhadores naquele que foi o maior despedimento colectivo de sempre
(2) Foi Ministra das Finanças, com sucessivas trapalhadas – misturando receitas extraordinárias, privatização do património público para, finalmente, encobrir e vender um deficit de 2,8% que, na realidade, nunca o foi, sem ser na cabeça de Durão Barroso.

Surge, actualmente, na pessoa de Manuela Ferreira Leite, líder ausente de um Partido Social Democrata. Partido, esse, constituído por deputados que não estão virados para aparecer no Parlamento, personagens como Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e, ainda, Pedro Santana Lopes candidato à Câmara de Lisboa que é enxovalhado por metade do Partido e que obriga Pacheco Pereira a mudar de círculo eleitoral.

É este o retrato, mais floreado que consigo fazer,  da casa que Manuela Ferreira Leite gere, actualmente.

Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes

Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes

Acreditem-me, é neste contexto, a mesma Manuela Ferreira Leite – que procurou mostrar uma imagem de rigor em governos que nunca foram rigorosos e com a presente má liderança de um partido que tem igual responsabilidade na construção do actual cenário nacional – que responsabiliza a actual crise, apenas, por opções do actual executivo socialista (conforme post anterior).

Questiono-me se, alguém acredita que, Manuela Ferreira Leite poderá vencer umas eleições num barco que perdeu o rumo há muito tempo?

e tem dúvidas se, também, não terão culpa pelo 7-1 do sporting*.

with one comment

«Os maus resultados de Portugal são anteriores à crise internacional e resultam das “más opções tomadas desde o início” do mandato de José Sócrates. A opinião é da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que fez hoje um balanço dos quatro anos de governação socialista com maioria absoluta.», via Público

para recordar: Bayern de Munique 7 – 1 Sporting

Written by Cláudio Vieira Alves

12/03/2009 at 06:00

na política moderna, tudo se parece com a tasca do sr. manel.

leave a comment »

«Não é pensável que o Manuel Alegre faça o que tem feito, e continue a fazer, sem levar um chuto.», disse o ex-deputado Socialista Carlos Candal, via Público.

Nota: Recorde-se, ainda, que a 5 de Março o deputado social-democrata José Eduardo Martins, a respeito de uma discussão de painéis solares, mandou repetidas vezes “para o caralho” o deputado socialista Afonso Candal.

Written by Cláudio Vieira Alves

11/03/2009 at 17:45

agora que, nem sou adolescente, nem adulto? pronto, que seja com a cláudia vieira.*

leave a comment »

«Seja quem for a menina que aparecer na capa da “Playboy” a 27 de Março, vai poder dizer que ocupou o mesmo lugar onde há 55 anos, na primeira edição, estava Marilyn Monroe.», via Público.

 

Marilyn Monroe na capa da primeira revista da Playboy.

Marilyn Monroe na capa da primeira revista da Playboy.

* Estou, claramente, fora do público-alvo deste tipo de revistas. Até os Directores da revista afirmam que esta revista é para um público masculino entre os 30 e 40 anos. Mas, acreditem, a Cláudia Vieira ficaria bem na primeira capa da Playboy portuguesa. Não há como negar: ela consegue ser alvo para muito público.

Written by Cláudio Vieira Alves

10/03/2009 at 19:53

tudo o que sempre quis saber do twitter e teve medo de perguntar.

with one comment

«(…) para que serve, qual a piada e porquê toda esta loucura em torno de algo que nos permite enviar mensagens telegráficas para o mundo inteiro a informar que estamos constipados? – as respostas podem ser, no mínimo, surpreendentes. E, para ter uma ideia da dimensão do fenómeno, a comunidade Twitter cresceu, ao longo de 2008, cerca de 900 por cento. Afinal, o que é que o Twitter tem?», por Helena Oliveira em Portal VER.

nota: informação via Pedro Aniceto.

Written by Cláudio Vieira Alves

10/03/2009 at 19:38