as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for Junho 2009

michael jackson, o rei da pop dançável.

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Acaba de morrer, de ataque cardíaco, com 50 anos de idade, o aclamado Rei da Pop. Era, para mim, mais do que um rei: o criador do melhor pop dançável. Genial e criativo, principalmente, pelas pinceladas de funk que, em discos como o Thriller (o álbum mais vendido de sempre na história da música), por nele se encontra.

Pertenço a toda a uma geração ocidental que com Michael Jackson despertou. Miúdos que, ao ouvi-lo, dançaram e cantaram as primeiras músicas de raízes R&B. Recordo e reconheço, sem grande esforço de memória, a marcante campanha publicitária da Pepsi. Foi assim que, para mim, foi possível receber as primeiras cassetes e posters do ex-miúdo-que-tinha-vindo-dos-Jackson-5. Ainda tenho, algures, o poster com um Dangerous dourado gravado.

Michael Jackson.

Michael Jackson.

Construíu, acima de tudo, e para lá das complicações mediáticas: bons discos. E é assim que, totalmente alheio ao provável oportunismo que irá aparecer nos próximos dias, o recordarei. Como o nome forte do catálogo da Motown Records. Nas suas raízes expostas numa linguagem musical que, miúdo ou jovem, me fazem sorrir. Na sua dança característica que era composta por mais do que a sua clássica moonwalk. Na sua encenação, digna de bom cinema, nos espectáculos e nos tele-discos onde se revelava, igualmente, inventivo. E, claro, na sua voz.

[ Vídeo: “Billie Jean”, ao vivo, por Michael Jackson ]

Michael Jackson revelou-se, apesar da sua pop de origens soul, transversal a todos os quadrantes musicais. Foi, provavelmente, por esse motivo, que vários lhe prestaram tributos, ainda em vida. Ficaram duas distintas homenagens — que me são, especialmente, sensíveis — de muitas. Chris Cornell e Miles Davis com, dois temas de ThrillerBillie Jean e Human Nature, respectivamente.

[ Vídeo: “Billie Jean”, ao vivo, por Chris Cornell ]

[ Vídeo: “Human Nature”, ao vivo, por Miles Davis ]

Written by Cláudio Vieira Alves

25/06/2009 at 23:25

Publicado em música, notícias, vídeo

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a minha vida dava um jingle. #14

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O S. João é — numa nada secreta denominação portuense — a noite da véspera do feriado a ele reservado. É, e sempre o foi, a noite de 23 para 24 de Junho, o mais enérgico ajuntamento popular que a cidade do Porto vive. É, ainda, como quase todas as festas dedicadas a Santos neste País, uma celebração orgulhosamente pagã.

Nesta noite, praticamente, tudo cabe: das tradições mais populares na rua e nos bairros típicos aos concertos, com cheiro a alho porro e ritmados pelos apitos coloridos dos martelos, que envolvem os clássicos fogos de artifício. E, claro, não esquecendo!, as sardinhadas caseiras ou o adolescente atravessar da noite para esperar a manhã, num fingimento de espera que é: o apenas estar-se ali.

Fogo de Artifício na Noite da véspera de S. João.

Fogo de Artifício na Noite da véspera de S. João.

Seja qual for o programa escolhido, ou as suas diferentes alternativas, o que importa é que esta noite é, com todo o seu brilho, o S. João que os portuenses sempre levantam madrugada dentro.

[ “É Nosso, o S. João”, por Sérgio Godinho ]

Written by Cláudio Vieira Alves

23/06/2009 at 18:57

torno público que há dois filmes, na calha, porque anseio.

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[ “It might get Loud“, de Davis Guggenheim ]

[ “The Boat that Rocked“, de Richard Curtis ]

Written by Cláudio Vieira Alves

20/06/2009 at 18:11

«lá vem ela mostrando interesse, por resolver este popless.»

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Fim-de-semana é para ganhar coragem dizia Sérgio Godinho, e uma dessas formas – a meu ver – é, também, fazendo dançar a alma.

Aos, pouco mais de, 200 mil habitantes do Porto, bem como, também, ao mais de milhão que vive na periferia da cidade, os seguintes convites musicais se estendem. E tive que referir estes números porque, esta semana, fiquei abalado com a notícia de que o Porto perde habitantes ao mesmo ritmo estonteante com que as garrafas de Pedras Salgadas perdem o gás.

Hoje, 19 de Junho de 2009, pelas 23 horas, no Maus Hábitos o, de acordo com JP Simões, “pop rock romântico, melancólico mas exaltante” dos dR. estranho amor dá som ao espaço onde a música convive com diversas salas, muitas pessoas, velharias e gatos à mistura. Visitarei-os curioso para uma primeira audição atenta, daquele que se assume, e pretende ser, um bom disco pop.

Para amanhã, 20 de Junho, duas propostas diferentes: uma, gratuita, e que volta a decorrer nas ruas do centro do Porto é o festival Porto Sounds. Mais uma vez, com os concertos espalhados em diferentes localizações estarão presentes, a partir das 23 horas: X-Wife e Lobo, na Rua Cândido dos Reis, e Minnemann Blues Band na Praça D. Filipa de Lencastre. Para o fim, no Plano B, reservaram-se João Dinis e  Concorrência.

Cartaz da Edição de Junho do Porto Sounds.

Cartaz da Edição de Junho do Porto Sounds.

Outra proposta a que sou, particularmente, mais sensível decorre no Tertúlia Castelense, pelas 23h30min.. Pela mão de um super-grupo – que reúne músicos do Porto, de velhos projectos musicais bem queridos à cidade – os The Bombazines afastam-se das individuais diferentes bagagens musicais (pop e rock) para, colectivamente, ingressarem na atmosfera dançável do funk com muitos toques do que mais ácido a soul conseguiu ter.

Reconheço que a voz de Marta Ren, dos Sloppy Joe, sintonizada com os teclados (e que teclados!) de Eurico Amorim (Supernada, Insert Coin) consegue, ainda, ser uma surpresa na sua prestação tão corrosiva. Mas, pessoalmente, foi na voz seca de Rui Gon (Zen) que, naquele contraste desenhado com o baixo funk de Miguel Barros, encontrei a surpresa e a magia de alguns dos temas do disco de apresentação. Peguem no groove que Portugal já ouviu com Cool Hipnoise e num qualquer jazz ácido da década em que vivemos e imaginem as combinações possíveis. Garanto-vos: o resultado é melhor do que isso que, mentalmente, desenharam. E o ingresso? Bom, esse, custa apenas € 5.

Para os interessados, o EP dos The Bombazines está disponível para download livre aqui, lançado pela Optimus Discos.

avivem-me a memória: a elisa ferreira era o quê, mesmo?

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«Questionado ontem à noite num programa da SIC Notícias sobre a possibilidade de abandonar o Parlamento Europeu caso fosse convidado para integrar o Governo, Rangel não deixou margem para dúvidas: ““Não afasto [a possibilidade], não me custa nada dizer que não afasto”.

Numa entrevista ao JN durante a campanha eleitoral que culminou com a vitória laranja no primeiro acto eleitoral do ano, quando questionado sobre se tencionava cumprir o mandato em Estrasburgo, Rangel deu uma resposta clara: “Não tenho mais nenhum plano senão esse”.», via Jornal de Negócios

Written by Cláudio Vieira Alves

18/06/2009 at 20:30

Publicado em notícias, política

a teoria da maldição ou, qualquer coisa, como um oceanic 815.

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«Uma cidadã italiana que devia ter embarcado no voo 447 da Air France, mas não chegou a horas ao aeroporto, morreu num acidente de automóvel na Áustria, revelou a agência de notícias italiana Ansa.», via Público.

Written by Cláudio Vieira Alves

12/06/2009 at 17:57

Publicado em notícias

quando a marinha vai de férias. (ii)

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Apercebo-me que – provavelmente, devido às leis universais da física molecular – os azeiteiros boiam, sempre, melhor que os comuns mortais.

Written by Cláudio Vieira Alves

11/06/2009 at 20:57