as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for Março 2011

levantar o pó à estrada.

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(ouvir “da vertigem sou mendigo”, por mundo cão, aqui)

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Written by Cláudio Vieira Alves

29/03/2011 at 11:45

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #37

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Eu, que nunca (e faço um mea culpa por isso) coloco vídeos relativos a futebol, não fico imune a este pedaço de bom humor.

Paulo Futre, num debate para as Eleições do Sporting, conseguiu que, nos últimos dois dias, esta fosse das poucas declarações públicas com piada. Fica a minha humilde dica a Pedro Passos Coelho para que, a julgar pela falta de ideias apresentadas na última entrevista, recorra a homens com inovações frescas como as que aqui Futre apresenta.

É ver, e ouvir, principalmente a partir dos 2min30seg..

[ Vídeo: “Declarações”, por Paulo Futre ]

É que, com aquela do “departamento do jogador chinês”, qualquer um fica sem palavras.

Written by Cláudio Vieira Alves

25/03/2011 at 23:05

como à espera do comboio na paragem do autocarro.*

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Written by Cláudio Vieira Alves

22/03/2011 at 14:19

o muro quebrado como um conto musical.

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É hoje e amanhã (21 e 22 de Março) que o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, comemora num concerto orquestrado por Roger Waters, quer os 30 anos decorridos sobre o lançamento do disco “The Wall“, quer o concerto emblemático em que Roger Waters derrubou um pedaço do muro de Berlim, em 1990. É justo que seja pela mão de Waters que o espectáculo nos chega já que “The Wall” respira Roger Waters por todo o lado: desde a concepção de praticamente todas as melodias e letras do disco, passando pelo desenho da capa, e até à criação dos espectáculos. Tanto assim que “The Wall” é o único disco da discografia dos Pink Floyd do qual Waters detém absolutos direitos.

Capa do disco "The Wall", dos Pink Floyd.

Capa do disco "The Wall", dos Pink Floyd.

Felizmente que uns Pink Floyd, em 1979, apesar de financeiramente arruinados, tiveram a coragem de perante o seu enriquecimento criativo construir um disco que narrasse a história de “Pink” — uma criança que a sociedade maltratou e convidou a que construísse um “muro” à sua volta. Felizmente porque dificilmente, no período de concepção e gravação deste álbum, Roger Waters terá equacionado, ou vislumbrado para lá da sua obsessão criativa, as implicações e repercussões que as suas músicas teriam na influência do rock contemporâneo ou, mais ainda, a falta que este disco faria na história da música. Felizmente, também, porque editaram, dessa forma, o disco de rock mais próximo de uma ópera, ou de uma peça de teatro; que hoje, quer em disco, quer como espectáculo, sabemos ser incontornável.

Nestes dois concertos em solo português, que são o arranque da digressão europeia “The Wall Tour”, a reinterpretação daquele que foi essencialmente um concerto cénico, e onde o The Wall foi tocado de uma ponta à outra, vai garantidamente arrebatar — até porque agora, com ainda mais tecnologia, o perfeccionista Roger Waters pode levar a cabo aquilo que sempre pretendeu apresentar: um espectáculo pautada pela excelência.

O disco que nasceu antes de mim (e que descobri, a primeira vez, há 15 anos, no topo da gaveta de discos de um amigo dos meus Pais, enquanto procurava — sim, que a verdade é esta — discos dos The Cranberries) pareceu-me sempre algo a que nunca poderia assistir ao vivo. Enganei-me. Amanhã estarei no Atlântico para confirmar, em dois actos e ao longo de 3 horas, que estar enganado, tenho aprendido, pode ser das coisas mais bonitas nisto de se estar vivo.

[ Vídeo: “Another Brick on the Wall”, por Pink Floyd ]

Written by Cláudio Vieira Alves

21/03/2011 at 20:14

as lengalengas que o nosso som tem.

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Adufeiras de Monsanto, ver e ouvir aqui.

Written by Cláudio Vieira Alves

17/03/2011 at 14:35

o inglês e uma loja de conveniência em londres.

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Percebi que o meu inglês é tão mau quanto o de eventuais interlocutores que possa encontrar numa loja de conveniência em Londres. Percebi-o quando tentava comprar pensos rápidos para umas feridas nos pés e, utilizando a marca registada pela Johnsons & Johnsons como “band-aid“, vi negado o conhecimento desse termo pelo meu destinatário da comunicação. Algures, num género de diálogo, o inglês perdeu-se de tal forma que, depois de ter explicado as utilidades do dito penso-rápido que pretendia adquirir, o marroquino da loja de conveniência acenava que tinha comprendido o que eu pretendia comprar, posteriormente apontando os frascos de vaselina que estavam expostos na prateleira junto ao tabaco e aos preservativos.

No meio disto tudo, e ao sair da loja sem ter comprado coisa nenhuma, acabei por me lembrar dos anúncios da EF International Language Centers e dessa coisa de se viver a língua.

[ Vídeo: “Live the language – London”, por EF International Language Centers ]

Written by Cláudio Vieira Alves

16/03/2011 at 03:12

as baquetas de morello.

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Quando o baterista Joe Morello integrou o quarteto de Dave Brubeck, em 1956, as experiências e invenções de novos ritmos de jazz ficaram enriquecidas. Foi, precisamente, pela invenção rítmica, criatividade e subtileza dos seus preenchimentos acústicos que Morello pautou a sua relação com a bateria e, dessa forma, registou o seu nome na história do jazz. Adjectivos que também explicam que, ao longo da sua carreira, tenha acabado por se sentar na bateria para gravar 120 discos — dos quais 60 foram, precisamente, com Brubeck.

Joe Morello

Apesar de algumas dificuldades relacionadas com a visão gravou, já na dita terceira idade, vários discos, fartou-se de dar concertos, deu palestras, escreveu livros sobre como tocar bateria e gravou vários DVD com lições de bateria onde partilhava as dicas para o seu estilo inconfundível.

Morreu a 12 de Março deste ano — com 82 anos — na sua casa em New Jersey.

Na memória das suas baquetas ficam-nos belíssimos clássicos como Take Five ou, por exemplo, Sounds of the Loop.

[ Vídeo: “Sounds of the loop”, por The Dave Brubeck Quartet ]

Written by Cláudio Vieira Alves

15/03/2011 at 09:46

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