as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for Janeiro 2011

sofia: fotografia e música.

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Sofia Coppola, fotografada por Paul Jasmin.

Sofia Coppola, fotografia por Paul Jasmin.

Sofia Coppola, a filha de Francis Ford Coppola e a primeira realizadora americana a ser nomeada para um óscar, tem todos os atributos para nos pôr a cantar.

[ Vídeo: “Sofia”, por João Coração ]

Written by Cláudio Vieira Alves

31/01/2011 at 20:13

tenho mais de segunda-feira do que gostaria de admitir.

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Ver a petição pública (segunda-feira deve ser agregada ao fim-de-semana).

Written by Cláudio Vieira Alves

31/01/2011 at 09:03

ao vivo: as canções e rumbas inadaptadas de um trovador.

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JP Simões, “o mais português dos artistas portugueses“, não está desaparecido dos palcos nem tão pouco criativamente interrompido; antes pelo contrário: tem novas canções escondidas no fundo do saco da guitarra e tem dividido as suas prestações ao vivo ora a solo, ora com os ressuscitados Belle Chase Hotel.

O cantor e compositor  contribui activamente para a  história da música portuguesa: passou pelos Pop Dell’Arte, criou os Belle Chase Hotel e os Quinteto Tati, inventou obras a solo como a “Ópera do Falhado” e foi, durante mais de uma década, o único cantautor de uma nova geração. Bom, arriscaria dizer, o único cantautor da sua geração — a mesma que descreve, brilhantemente, em “1970” (canção do álbum homónimo editado como seu primeiro disco a solo).

Posto isto, a matemática é simples: os atributos somam-se e têm peso suficiente para que nos demoremos a escutá-lo.

 

foto: jp simões no tertúlia castelense, jan.2010

Este fim-de-semana, a solo e no Grande Porto, apresenta velhas canções e outras novas — tanto do próximo longa duração “Onde Mora o Mundo”, tanto de um novo disco prometido também para edição em 2011 . As datas e locais são: Tertúlia Castelense (sábado, 29 de janeiro pelas 23h30min., € 7,5) e Café Au Lait (domingo, 30 de janeiro pelas 19horas com entrada livre e integrado no Bodyspace Au Lait).

JP Simões liga lindamente com o ao vivo. De facto, consegue transpirar, entre intervalos das canções, um humor abrasivo existencial sem comprometer uma abordagem alternativa, e muitas vezes acústica, às suas próprias canções.

Não se trata de boato: JP é homem de palco  — o que transparece, também, no seu segundo disco a solo, gravado ao vivo e com esse nome [“Boato”]. E, só por isto, assim se ganha um fim-de-semana.

[ Vídeo: “Tango do Antigamente”, por JP Simões ]

 

 

 

a cidade são pessoas. somos nós.

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Written by Cláudio Vieira Alves

28/01/2011 at 18:10

frases de cavalheiro: um manual para totós.

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«Esta é a minha senhora. Esta senhora trabalhou praticamente a vida toda. Sabe qual é a reforma dela? Não chega a 800 euros por mês. Foi professora em Moçambique, em Portugal, nunca descobriram a reforma dela. Portanto depende de mim, tenho de trabalhar para ela. Mas como ela está sempre ao meu lado e não atrás, merece a minha ajuda.», Cavaco Silva (Ponte de Lima, Jan.2011)

Retirar aproveitamento político da mulher e anunciá-la, em vez de primeira-dama, como dama de casa foi, para mim, uma das melhores frases desta morna campanha política para as eleições presidenciais. (E possível de ouvir aqui.)

Written by Cláudio Vieira Alves

21/01/2011 at 11:11

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #29

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Nos diferentes cafés onde almoço, e quando me apetece acompanhar o prato do dia com alface, tenho alguma dificuldade em fazer valer o meu pedido. Explico: “não, não é salada. só alface, sem cebola, sem tomate, sem cenoura, sem milho. só mesmo a alface”. No entanto, garanto-vos e convido-vos a experimentar fazer o mesmo, formular este pedido é tarefa árdua, demorada e, habitualmente, sujeita a muitas perguntas. O resultado final, tipicamente, é que quando chega o pequeno prato que colocam ao lado do prato principal nada do que disse serviu para coisa nenhuma e servem-me a reputada salada mista.

Tenho visto as Grandes Entrevistas da Judite de Sousa com os vários candidatos à Presidência da República e é o mesmo que acontece. Judite de Sousa faz as perguntas mas não ouve as respostas. Procura desenvolver polémicas e agarrar frases-chave que possam ser manchetes nas capas dos jornais impressos para o dia seguinte. Insiste no modelo “mas, tem mesmo a certeza que pediu só alface?” para no fim, e perante as respostas dos diferentes convidados, acabar por levar à mesa dos espectadores a salada completa que raramente apetece a quem não a pediu. Neste caso, pior ainda, os 30 minutos que Judite consome, preocupada com o acompanhamento do prato político, não permitem perceber o que é que os candidatos têm para servir como prato principal e no fim sobra muita fome e sabor a vinagre.

Não fossem os convidados candidatos à Presidência da República — por este motivo obrigados a manter uma postura diplomática e politicamente correcta — e muitas das respostas da “entrevista” com Bruno Nogueira caíam ali lindamente (dar especial atenção à visualização a partir dos 3 min. e 50 seg.).

[ Vídeo: “Bruno Nogueira em “Grande Entrevista” com Judite de Sousa” ]

Written by Cláudio Vieira Alves

07/01/2011 at 12:20

discos que vão para além de 2010. (ii)

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"Deve Haver", de Nuno Prata

"Deve Haver", de Nuno Prata

A realidade é que os Ornatos Violeta ramificaram-se em diferentes braços pela música portuguesa. A verdade é que, ainda assim, não é à sombra dos Ornatos Violeta que a produção musical dos seus ex-elementos ocorre. Não foi assim com Manuel Cruz, nem com Elísio Donas, Kinorm ou Peixe, e muito menos com Nuno Prata. Em 2006, aquele que conhecíamos como baixista dos Ornatos, apresentava-se ora de guitarra acústica, ora de baixo eléctrico, em punho para apresentar um disco: “Todos os dias fossem estes/outros”. Uma diferente (e valiosa) abordagem à música popular portuguesa era a proposta de Prata: com contribuições inovadoras e frescura intrumental dos dois elementos que o acompanham (António Serginho e Nico Tricot) mas, principalmente, pela composição melódico-ritmíca e, tanto mais, pelas estórias despidas.

A amostra que em 2006 tivemos apresentou-se, em 2010, através do segundo longa-duração “Deve Haver“, consolidada. A audição das complexas composições pop do disco desenvolve-se por camadas apesar das mesmas resultarem, em última análise, em melodias simples. Vertido de uma ponta à outra de detalhes musicais bem construídos (como o são, por exemplo, os pequenos apontamentos de percussão e de sintetizadores) o disco convida a repetidas audições; e as canções, com temáticas identificáveis e palavras daquelas que se usam mesmo todos os dias, são viciantes narrativas.

Se, há 4 anos atrás, Nuno Prata surpreendia — agora convence.

[ Vídeo: “Essa dor não existe (tu isso sabes, não sabes?)”, por Nuno Prata ]

Written by Cláudio Vieira Alves

05/01/2011 at 23:47