as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

Archive for the ‘diversos’ Category

jobs, o homem que sabia demasiado e pensava diferente.

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Steve Jobs (1955-2011)

Para mim: assinalável como revolucionário na abordagem ao mundo digital, principal inspirador da evolução tecnológica, notável criativo na renovação do marketing e a minha principal referência como vendedor de emoções.

Provavelmente, nem sempre o soubemos — e é o tempo que tratará de levar o seu impacto na história até aos livros —, mas Steve Jobs foi um desses homens que, por pensar diferente, mudou o mundo.

[ Vídeo: “Think different”, anúncio da Apple Computers de 1997 ]

Written by Cláudio Vieira Alves

06/10/2011 at 01:13

o inglês e uma loja de conveniência em londres.

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Percebi que o meu inglês é tão mau quanto o de eventuais interlocutores que possa encontrar numa loja de conveniência em Londres. Percebi-o quando tentava comprar pensos rápidos para umas feridas nos pés e, utilizando a marca registada pela Johnsons & Johnsons como “band-aid“, vi negado o conhecimento desse termo pelo meu destinatário da comunicação. Algures, num género de diálogo, o inglês perdeu-se de tal forma que, depois de ter explicado as utilidades do dito penso-rápido que pretendia adquirir, o marroquino da loja de conveniência acenava que tinha comprendido o que eu pretendia comprar, posteriormente apontando os frascos de vaselina que estavam expostos na prateleira junto ao tabaco e aos preservativos.

No meio disto tudo, e ao sair da loja sem ter comprado coisa nenhuma, acabei por me lembrar dos anúncios da EF International Language Centers e dessa coisa de se viver a língua.

[ Vídeo: “Live the language – London”, por EF International Language Centers ]

Written by Cláudio Vieira Alves

16/03/2011 at 03:12

as baquetas de morello.

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Quando o baterista Joe Morello integrou o quarteto de Dave Brubeck, em 1956, as experiências e invenções de novos ritmos de jazz ficaram enriquecidas. Foi, precisamente, pela invenção rítmica, criatividade e subtileza dos seus preenchimentos acústicos que Morello pautou a sua relação com a bateria e, dessa forma, registou o seu nome na história do jazz. Adjectivos que também explicam que, ao longo da sua carreira, tenha acabado por se sentar na bateria para gravar 120 discos — dos quais 60 foram, precisamente, com Brubeck.

Joe Morello

Apesar de algumas dificuldades relacionadas com a visão gravou, já na dita terceira idade, vários discos, fartou-se de dar concertos, deu palestras, escreveu livros sobre como tocar bateria e gravou vários DVD com lições de bateria onde partilhava as dicas para o seu estilo inconfundível.

Morreu a 12 de Março deste ano — com 82 anos — na sua casa em New Jersey.

Na memória das suas baquetas ficam-nos belíssimos clássicos como Take Five ou, por exemplo, Sounds of the Loop.

[ Vídeo: “Sounds of the loop”, por The Dave Brubeck Quartet ]

Written by Cláudio Vieira Alves

15/03/2011 at 09:46

Publicado em diversos, música, notícias

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todo o carnaval tem o seu fim.

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É curioso que este pós-férias manifeste a mesma sensação de falta de cafeína que as segundas-feiras. A verdade é que estas férias de carnaval foram, apesar da curta duração, tão diversificadas e preenchidas que, desta vez, tenho mesmo que reclamar que o carnaval tenha seu fim. Mas, faço-o com o pretexto de citar declaradamente os brasileiros Los Hermanos — que, ao abrigo da sua nacionalidade, têm mais do que autoridade para falar de desfechos carnavalescos.

E “Todo Carnaval tem seu fim” é, dentro ou fora da época de folia, uma das minhas canções favoritas de sempre (o vídeo fica aqui, e a letra está ali).

[ Vídeo: “Todo Carnaval tem seu fim”, por Los Hermanos ]

Written by Cláudio Vieira Alves

09/03/2011 at 09:13

eu vim de longe. o que eu andei p’ra aqui chegar.

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Dá-me a sensação, ao olhar para trás, para o curto passado que carrego sem dores nas costas, que faço um caminho sem me aperceber. Não por falta de motivação ou de visão, mas antes por uma necessidade de andar para lá chegar. O espanhol António Machado dizia, ao caminhante, que não há caminho — avisava, sim, que “se hace camino al andar”. Mas, ao pensar em tudo isto, acabo sempre é por esquecer a poesia e lembrar-me deste anúncio da Guiness que proclama que as coisas boas vêm de encontro aos que sabem esperar.

[ Vídeo: “Good things come to those who wait.”, por Guiness ]

Written by Cláudio Vieira Alves

01/03/2011 at 09:43

quer sentir-se velho? pergunte-me como. ou arrisque aqui mesmo.

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São várias as teorias no que respeita às escolhas dos elementos a incluir na capa de um disco. A maioria das editoras defende que um disco que tenha, na capa, uma fotografia dos artistas vende sempre mais do que a utilização de desenhos, quadros ou fotografias que não associe caras dos músicos/compositores à música que ali é editada. Contudo, felizmente, nem sempre assim o é — e é por isso que a diversidade de capas acaba por constituir objecto de estudo para melómanos e permite revestir a música num pacote visual e estético que atrai, ou afasta, o ouvinte. Ainda, muitas das vezes, as pessoas que aparecem nas capas dos discos são anónimos cujo paradeiro, ou relação com a música empacotada com a sua cara, nem sempre é de âmbito público.

Dois exemplos de capas com desconhecidos são dois discos que remontam ao início dos anos 90: a capa do icónico segundo disco de grunge dos Nirvana, “Nevermind“, com a fotografia do bebé que ameaça ser pescado por um dólar americano (1991); e as miúdas-irmãs abraçadas e agarradas na capa do segundo disco de originais dos The Smashing Pumpkins, “Siamese Dream” (1993). Curiosamente, dois discos produzidos pelo mesmo Butch Vig — que é, para além de um importante produtor, conhecido como baterista dos Garbage —, mas cujas capas foram encomendadas a diferentes artistas e pensadas, com abordagens diferentes, pelos respectivos vocalistas de cada uma destas bandas.

Capas dos discos: "Siamese Dream" e "Nevermind"

Como são hoje estas crianças que deram a cara? Spencer Alden, o bebé do “Nevermind”, hoje é um adolescente. E a criança direita na capa de “Siamese Dream”, Nicole Fiorentino, acabou este ano por integrar os The Smashing Pumpkins como baixista (sim, leram bem, a miúda Nicole da capa do segundo disco dos The Smashing Pumpkins é, hoje, baixista da banda que Billy Corgan insiste em estilhaçar).

E, sim, há imagens actuais deles:

Nicole e Spencer, os miúdos das capas dos discos "Siamese Dream" e "Nevermind"

Nicole e Spencer, os miúdos das capas dos discos "Siamese Dream" e "Nevermind"

Ora, e agora: sentem-se velhos, ou não? Eu avisei.

Written by Cláudio Vieira Alves

28/02/2011 at 08:12

grande casa num espaço pequeno.

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Este ano, na competição dos melhores edifícios do Mundo (da ArchDaily), foram 3 os edifícios no Porto que foram premiados: na categoria de arquitectura institucional a sede da Vodafone, na categoria de Hóteis e Restaurantes o bar da FAUP; e, na categoria de interiores, a Closet House.

Leio, religiosamente, o blogue A minha alegre casinha precisamente porque aprecio ver as experiências de domótica, iluminação, audiovisual, arquitectura e decoração que se faz com uma criatividade que ultrapasse, inclusive, dimensões reduzidas. Quando, há uns tempos, me deparei com o trabalho da Consexto fiquei curioso por este mercado de casas pequenas, modulares, que se transformam em diferentes espaços — experiências engraçadas que, no YouTube, se descobre estarem a ser feitas pelo mundo fora. No entanto, esta Closet House, que a Consexto desenvolveu, é um excelente exemplo de uma casa que de pequena só tem a área.

É espreitar o vídeo.

[ Vídeo: “Closet House”, por Consexto ]

Written by Cláudio Vieira Alves

23/02/2011 at 09:06