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um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #14

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A morte de Michael Jackson foi, indiscutivelmente, um acontecimento mediático de 2009. Quer se aceite, ou não, a morte de Michael Jackson foi, a meio deste ano que agora termina, empurrado para todos como um consumo, tal como a sua música, pop. O último Rei da Pop, foi, justamente, o vocativo disparado por todo o lado. Ora, neste enquadramento, e perante a promessa de uma digressão única que mesmo não tendo arrancado já tinha ganho toda a sua forma, chegou à maioria dos cinemas, com um alargado marketing, em formato de documentário e com o mesmo nome da digressão — “This is it” — o filme que grava os últimos dias de Michael Jackson na preparação dos seus concertos.

Porém, Michael Jackson teve o seu luto em todos os formatos: televisivo (com as diversas coberturas diárias e a novela sobre a responsabilidade da sua morte), audio (com o lançamento de diversas compilações de êxitos), cinematográfico (com o lançamento do documentário), em livros (com lançamentos de diversa literatura sobre a sua vida e obra) e, agora — pelo olhar e mão de Spike Lee —, o luto em formato de teledisco. Um vídeo em cima da sua última música composta que, e com principal recurso a fotografias, revê as memórias de Michael Jackson e traduz visualmente a sua relação com o público desde novo.

No mesmo ano que Jackson morreu lamentou-se a sua morte em todos os formatos digitais. Arrisco-me a afirmar que, na indústria musical, no que diz respeito a ícones musicais: nunca um período de nojo foi tão curto e célere.

[ Vídeo: “This is It”, música de Michael Jackson e teledisco de Spike Lee ]

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Written by Cláudio Vieira Alves

30/12/2009 at 01:05

michael jackson, o rei da pop dançável.

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Acaba de morrer, de ataque cardíaco, com 50 anos de idade, o aclamado Rei da Pop. Era, para mim, mais do que um rei: o criador do melhor pop dançável. Genial e criativo, principalmente, pelas pinceladas de funk que, em discos como o Thriller (o álbum mais vendido de sempre na história da música), por nele se encontra.

Pertenço a toda a uma geração ocidental que com Michael Jackson despertou. Miúdos que, ao ouvi-lo, dançaram e cantaram as primeiras músicas de raízes R&B. Recordo e reconheço, sem grande esforço de memória, a marcante campanha publicitária da Pepsi. Foi assim que, para mim, foi possível receber as primeiras cassetes e posters do ex-miúdo-que-tinha-vindo-dos-Jackson-5. Ainda tenho, algures, o poster com um Dangerous dourado gravado.

Michael Jackson.

Michael Jackson.

Construíu, acima de tudo, e para lá das complicações mediáticas: bons discos. E é assim que, totalmente alheio ao provável oportunismo que irá aparecer nos próximos dias, o recordarei. Como o nome forte do catálogo da Motown Records. Nas suas raízes expostas numa linguagem musical que, miúdo ou jovem, me fazem sorrir. Na sua dança característica que era composta por mais do que a sua clássica moonwalk. Na sua encenação, digna de bom cinema, nos espectáculos e nos tele-discos onde se revelava, igualmente, inventivo. E, claro, na sua voz.

[ Vídeo: “Billie Jean”, ao vivo, por Michael Jackson ]

Michael Jackson revelou-se, apesar da sua pop de origens soul, transversal a todos os quadrantes musicais. Foi, provavelmente, por esse motivo, que vários lhe prestaram tributos, ainda em vida. Ficaram duas distintas homenagens — que me são, especialmente, sensíveis — de muitas. Chris Cornell e Miles Davis com, dois temas de ThrillerBillie Jean e Human Nature, respectivamente.

[ Vídeo: “Billie Jean”, ao vivo, por Chris Cornell ]

[ Vídeo: “Human Nature”, ao vivo, por Miles Davis ]

Written by Cláudio Vieira Alves

25/06/2009 at 23:25

Publicado em música, notícias, vídeo

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