as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

o cinema nun’álvares vai hibernar.

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Pouco mais de um ano depois de se ter escrito que o Cinema Nun’Álvares reabria, esta sala volta a fechar as portas ao público. Para já, anunciado de fininho como sendo por tempo indeterminado, fecha a sala da Guerra Junqueiro sem qualquer data prevista para a sua reabertura.

Com directa responsabilidade dos investidores e promotores das iniciativas — que assentam as suas (fracas) estratégias na mimetização do comportamento e da oferta das outras salas — a verdade é que a autarquia do Porto tem alguma responsabilidade. Com efeito, não existe qualquer iniciativa da Câmara Municipal do Porto em valorizar as suas infraestruturas históricas nem em contrariar o encerramento e esvaziamento das mesmas. Na realidade, essa é uma actividade que é desprezada pelo Rui Rio e que não constitui qualquer tipo de prioridade.

E é assim que, com os braços cruzados de Rio, fechou ontem o Batalha, e hoje o Nun’Álvares. Amanhã?, o Rivoli? E depois de amanhã: o Sá da Bandeira?

E, até quando?

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Written by Cláudio Vieira Alves

01/03/2011 às 12:19

2 Respostas

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  1. É uma pena que já que a CMP não parece interessada (e verdade seja dita, não há dinheiro para tudo), não haja privados a tentar salvar os sítios…

    Izzolda

    01/03/2011 at 12:35

    • Obrigado, Izzolda pelo comentário.

      Esta iniciativa era de um promotor privado. Que, como escrevi, tem responsabilidade apesar de ter o mérito de ter tentado e de ter feito um excelente trabalho no que diz respeito ao sistema audiovisual que instalou. Mas, não chega e o investidor que reabriu o Nun’Álvares, acabou por não levar a cabo a proposta que tinha para aquele espaço e, na tentativa de captar apenas o público alargado e indiferenciado, acabou por (obviamente) perder os clientes para as salas maiores, com mais publicidade e que são escolhas confortáveis para quem costuma ir ao cinema.

      A CMP podia, na minha opinião, ter contribuído num papel de divulgação e comunicação do cinema reaberto bem como tecer tentativas de os envolver, de novo, na vida da cidade. E isso poderia ser feito (sei lá!) constituindo-se como um moderador para parcerias entre entidades e infraestruturas. Mas, não; a CMP descarta-se, por completo deste papel cultural e diplomático porque, a meu ver, desprezam a vida cultural.


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