as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

as mezinhas caseiras e as cores na tabacaria.

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As habituais gripes e constipações da época invernal recordo que, em casa dos meus Pais, curava com xaropes caseiros de cenoura misturada com acúcar amarelo, chás e alguma pachorra. Filho de um Pai asmático e com uma irmã que passou a infância a correr para o Hospital para receber oxigénio, os meus breves e sazonais episódios de vias respiratórias obstruídas sempre foram tratados domesticamente, e muito bem, como coisa miúda.

Hoje, na ânsia de ultrapassar com maior celeridade a sinfonia de tosse ou abrandar a febre que me faz ferver o sangue, não abdico de uma boa caixa de ben-u-ron antes de utilizar a fórmula do leite a ferver com um pouco de whisky  — receita que, ao longo dos anos, alterei por aguardente velha e/ou cognac. No que respeita à via respiratória, e para acalmar a tosse, troco o fiel Português Amarelo pelo velhinho SG ultra-light — hoje chamam-lhe SG platina — e somo-lhe um pacote de rebuçados, o que resulta num simples pedido colorido ao homem da tacabacaria: “Um pacote azul de Halls e dois SG dos cinzentos.”

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Written by Cláudio Vieira Alves

28/12/2010 às 20:30

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