as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

elisa ferreira: algumas leituras.

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Relativamente às eleições autárquicas para a Câmara Municipal do Porto, e depois de 2 debates, reconheço que Elisa Ferreira não é, decididamente, uma figura que esteja confortável em debates televisivos e, muito menos, que mantenha a postura perante o cinismo corrosivo de Rui Rui.

No entanto, ontem, no debate de 2 horas no Porto Canal, Elisa apresentou-se mais sólida e segura do que na anterior prestação. Neste debate, a independente candidata pelo Partido Socialista, aproveitou para partilhar aquela que acredito ser a visão moderna que Elisa tem para um Porto que se apresenta envelhecido. Uma visão entusiasta (e entusiasmante) que, aliás, Rui Sá apresenta de uma forma mais reservada mas, igualmente, capaz.

E é a este respeito que recomendo, seriamente, a leitura de  duas (recentes) entrevistas a Elisa Ferreira onde esta expõe aquela que é a imagem do Porto com a qual mais me identifico. Cito dois pequenos excertos:

«Vejo o Porto como uma cidade que tem obrigação de ser a capital do Noroeste peninsular. Uma cidade que faz um contraponto útil ao país, em termos da centralidade excessiva de que ele sofre. O problema principal do Porto não é a pintura das casas ou a mobilidade: é a perda da dinâmica económica. A minha primeira prioridade é criar emprego no Porto, voltar a atrair empresas, trazer riqueza para a cidade. E vejo a cultura e a ciência como elementos fundamentais da cidadania e não como fontes de despesa. Vejo-as como um investimento na qualificação dos cidadãos que permite que estes sejam actores mais informados e mais lúcidos, quer em termos do exercício da democracia quer em termos do seu papel na gestão da sociedade.», no Público

«O Porto não pode entrar numa competição com os municípios vizinhos, tem é de promover uma articulação de estratégias e recuperar a ideia de que o Porto tinha a excelência. Antes era como um ovo estrelado, que tinha uma gema riquíssima que difundia para a envolvente, enquanto hoje parece um ‘donut’. As pessoas foram escorraçadas e a dinâmica cultural foi tratada com o epíteto de “estes são os subsidiodependentes”, no Diário de Notícias

Para o leitor com mais tempo recomendo a visualização de dois testemunhos pessoais e apoiantes a Elisa Ferreira. São, entre muitos, respectivamente, Pedro Abrunhosa e Rui Veloso.

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Written by Cláudio Vieira Alves

07/10/2009 às 18:23

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