as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

um vídeo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia. #02

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Vivo, desde cedo, uma paixão pela música e pelo seu processo criativo. Foi uma família atenta a esta expressão artística, e uma abordagem enquanto criança ao piano, que me permitiram — de diferentes formas — despertar a audição e apaixonar-me por música.

Ainda que o piano vertical de casa dos meus pais seja um bom amigo para fins de tarde melancólicos — e para impressionar miúdas?! — foi, na realidade, em plena adolescência que me enamorei pela bateria. Havia qualquer coisa nas frases rítmicas que me tiravam a respiração, prendiam a atenção e me colocavam um sorriso na alma. Um sorriso que, ainda hoje, esboço perante a genialidade de alguns bateristas.

Sempre encarei que é o ritmo — do jazz ao rock progressivo e passando pelo pop mais descartável — a combustão da música. O ritmo é, ainda mais e na sua forma mais tradicional ou primária, o primeiro estado de música. É o modo mais inato com que, praticamente qualquer um, se exprime musicalmente. Pé que bate no chão, um bater de palmas, dedos que tocam no volante do carro ao som da rádio ou, por exemplo, os toques ritmados no rato enquanto lê este post. Isto tudo, lamento informar fazemo-lo inconscientemente e sem, necessariamente, impressionar miúdas.

É, assim, verdade que sem intenção e utilizando os sons mais básicos (aplicados com algum ritmo) quase todas as pessoas, diariamente, criam ou reproduzem a música e o ritmo que lhes está agarrado à mente.

Recentemente, um artigo na revista Pública (suplemento do jornal Público) estabelecia a comparação entre os bateristas modernos e os atletas de alta competição. Partindo de um estudo científico que prova que o desgaste físico de um baterista é semelhante, ou superior, ao de um atleta de alta competição o artigo recolhe, de um modo interessante, as opiniões de alguns bateristas portugueses sobre esse e outros assuntos. Estão reunidas, neste artigo, as opiniões dos seguintes bateristas: Kalú (Xutos & Pontapés), Miguel Pedro (Mão Morta), Fernando Gonçalves (Clã), Tóli César Machado (GNR), Nuno Oliveira (X-Wife) e David Pires (Os Pontos Negros). (Disponibilizo, temporariamente, esse artigo na íntegra, aqui.)

Aproveito este contexto para, na rubrica de vídeos deste blogue, colocar à vossa apreciação um dos meus músicos e bateristas favoritos. Tento com esta escolha fugir aos habituais bateristas pop-rock que a maioria conhecerá. Apreciem, então, Dave Weckl — baterista e compositor de um jazz moderno de fusão regado com muito groove e bom funk  — acompanhado da sua banda: Dave Weckl Band.

[ Vídeo: “The Chicken”, por Dave Weckl Band ]

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Written by Cláudio Vieira Alves

25/08/2009 às 00:31

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