as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

quando a vida é contaminada pelos ossos do ofício.

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(Dois colegas de trabalho falavam junto à máquina de café.)

Entre nós, dizia ela, mantém-se sempre um género de tensão sexual.

Responde ele, seguro de si, e com os olhos inclinados para a esquerda — provavelmente a relembrar os guias técnicos do antigo curso industrial: mas, a existência de tensão, em si, tal e qual como na corrente eléctrica, não pode matar.

Como assim?, retorquiu indignadamente ela.

Simples!, responde o homem, a física — ou neste caso, fisicamente — é a intensidade que nos percorre. Essa é que pode provocar um ataque cardíaco.

Ela vira-lhe costas e rosna qualquer coisa sobre inaptidão social.

[Vídeo: Dilbert e o jeito engenheiro.]

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Written by Cláudio Vieira Alves

09/07/2009 às 15:00

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