as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

e eu nunca venderia sapatilhas porque não costumo correr.

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Numa barraca da Super Bock.

Eu: Viva! Boa tarde. Uma Stout, por favor.
Ela: Já não temos garrafas, só em copo.
Eu: Tudo bem, sem problema.

Ela, a funcionária vestida de Super Bock da cabeça aos pés, exibe sérias dificuldades na abertura da caixa registadora. Auxilio-a, pegando na máquina em peso, para que ela — recorrendo ao conhecido e clássico sistema “escondido” — possa aceder à gaveta.
Depois, serve-me uma tradicional cerveja loira escondida num copo com metade de espuma.

Eu: Bom, lamento, mas queria uma Stout.
Ela: Como?! Desculpe. Sabe, eu não bebo.
Eu: Uma cerveja preta.
Ela: Ah!, pois, como diz nas garrafas, está certo.
Eu: Pois. Essas.

Repete a façanha e serve-me algo que roça o intragável. Não vislumbrei outra solução…

Eu: Não lhe incomoda que eu me sirva?
Ela: Acho. Que. Pode ser. É que eu não bebo.
Eu: Obrigado. Hum… Com licença.

Cerveja Stout, da Super Bock, na Praça da Casa da Música.

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Written by Cláudio Vieira Alves

03/07/2009 às 20:24

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