as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

«lá vem ela mostrando interesse, por resolver este popless.»

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Fim-de-semana é para ganhar coragem dizia Sérgio Godinho, e uma dessas formas – a meu ver – é, também, fazendo dançar a alma.

Aos, pouco mais de, 200 mil habitantes do Porto, bem como, também, ao mais de milhão que vive na periferia da cidade, os seguintes convites musicais se estendem. E tive que referir estes números porque, esta semana, fiquei abalado com a notícia de que o Porto perde habitantes ao mesmo ritmo estonteante com que as garrafas de Pedras Salgadas perdem o gás.

Hoje, 19 de Junho de 2009, pelas 23 horas, no Maus Hábitos o, de acordo com JP Simões, “pop rock romântico, melancólico mas exaltante” dos dR. estranho amor dá som ao espaço onde a música convive com diversas salas, muitas pessoas, velharias e gatos à mistura. Visitarei-os curioso para uma primeira audição atenta, daquele que se assume, e pretende ser, um bom disco pop.

Para amanhã, 20 de Junho, duas propostas diferentes: uma, gratuita, e que volta a decorrer nas ruas do centro do Porto é o festival Porto Sounds. Mais uma vez, com os concertos espalhados em diferentes localizações estarão presentes, a partir das 23 horas: X-Wife e Lobo, na Rua Cândido dos Reis, e Minnemann Blues Band na Praça D. Filipa de Lencastre. Para o fim, no Plano B, reservaram-se João Dinis e  Concorrência.

Cartaz da Edição de Junho do Porto Sounds.

Cartaz da Edição de Junho do Porto Sounds.

Outra proposta a que sou, particularmente, mais sensível decorre no Tertúlia Castelense, pelas 23h30min.. Pela mão de um super-grupo – que reúne músicos do Porto, de velhos projectos musicais bem queridos à cidade – os The Bombazines afastam-se das individuais diferentes bagagens musicais (pop e rock) para, colectivamente, ingressarem na atmosfera dançável do funk com muitos toques do que mais ácido a soul conseguiu ter.

Reconheço que a voz de Marta Ren, dos Sloppy Joe, sintonizada com os teclados (e que teclados!) de Eurico Amorim (Supernada, Insert Coin) consegue, ainda, ser uma surpresa na sua prestação tão corrosiva. Mas, pessoalmente, foi na voz seca de Rui Gon (Zen) que, naquele contraste desenhado com o baixo funk de Miguel Barros, encontrei a surpresa e a magia de alguns dos temas do disco de apresentação. Peguem no groove que Portugal já ouviu com Cool Hipnoise e num qualquer jazz ácido da década em que vivemos e imaginem as combinações possíveis. Garanto-vos: o resultado é melhor do que isso que, mentalmente, desenharam. E o ingresso? Bom, esse, custa apenas € 5.

Para os interessados, o EP dos The Bombazines está disponível para download livre aqui, lançado pela Optimus Discos.

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Uma resposta

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  1. […] a verdadeira banda-revelação deste festival: The Bombazines, a banda de que já se escreveu por aqui. O metal marca presença através dos galegos Aphonnic, e o último concerto desta primeira […]


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