as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

ainda se fosse a clássica “portuguese do it better”.

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Homem seguro e de um passo, praticamente tão dançante como confiante. Atira um “oi!” para os presentes seguido de um olhar perverso dos pés à cabeça, demorando-se no rabo ou nas mamas (consoante a posição espacial), de todas as mulheres que se encontram nesta sala de espera para uma entrevista de emprego individual.

Na escolha do vestuário: a mesma segurança. Envergava, orgulhosamente, uma t-shirt que revelava o seu gosto excessivo e obsessivo pela numerologia: “i want… 69“.

Não se percebe, bem sei, mas nem sequer foi recebido num gabinete. Não esteve naquela sala de espera mais de 5 minutos e infelizmente não consegui ouvir o que lhe dizia, em sussuros e de modo delicado, a jovem recepcionista que ficou corada antes de ele sair. Saiu reclamando, entre dentes, qualquer coisa que me soou a um calão que já usei, uma ou outra vez, em alturas em que me magoei ou que perdi a jogar às cartas.

Os outros riram-se dele. Eu, na realidade, achei-me preconceituoso

 

t-shirt semelhante ao traje escolhido pelo candidato.

t-shirt semelhante ao traje escolhido pelo candidato.

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Written by Cláudio Vieira Alves

16/05/2009 às 10:00

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