as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

«a cantiga é uma arma.»

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Os Xutos & Pontapés são, goste-se ou não, uma das bandas centrais e históricas do rock português. Porém, a meu ver, não são uma banda política, nem tão pouco de contestação ou oposição pelo que acredito numa mediatização e extrapolação da letra do recente single “Sem eira nem beira“.

Actualmente, existe em Portugal uma colagem do vocativo “Senhor Engenheiro” ao actual primeiro-ministro José Sócrates. Um vocativo que parece encerrar, em si mesmo, um descrédito fácil e gratuito. Constate-se numa entrevista de 2 de Abril ao Disco Digital, longe das capas dos jornais, que Kalu – a voz deste tema – afirmava: «É uma música que pode ser para qualquer engenheiro. É um panorama da nossa vida.». O baterista afastava, pois, as recentes dúvidas deste tema poder ser um ataque directo a José Sócrates.

Aproveito para recordar aquele que, ao longo dos 30 anos de carreira, acredito ser o único álbum desta banda, marcada e assumidamente político: “Dizer Não de vez”. Lançado em 1992 conta com diversos temas, entre os quais, “Estupidez”.

Este, sim, aqui num registo em vídeo gravado, recentemente, num concerto ao vivo no Campo Pequeno, sabe-se ter sido directamente arremessado ao ex-Primeiro-Ministro e actual Presidente da República Aníbal Cavaco Silva.

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Written by Cláudio Vieira Alves

15/04/2009 às 15:57

5 Respostas

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  1. Xutos & Pontapés… A banda de “música de intervenção” em concentrações de motoqueiros… :p A primeira página do jornal PÚBLICO, de hoje, é uma coisa inenarrável… 😉

    Pedro Potter

    15/04/2009 at 22:54

    • Foi precisamente motivado pela primeira página do Público, bem como por diversos comentários lidos, que eu – mero leitor de informação! – chego a conclusões distintas dos jornalistas. Há ali, como disse, muita extrapolação.

      E achei triste a capa do Público. Não consigo deixar de pensar que se trata, de facto, de mais uma campanha orquestrada por grupos económicos. Sendo por estas, e outras, que insisto em não o comprar o Público há mais de um ano. Não consegui foi, de acordo com alguma coerência, deixar de o ler no espaço on-line.

  2. O direito ao deserto também era político! 🙂

    JSP

    23/04/2009 at 20:32

    • Pois é. Mas menos. Principalmente, e apenas, o “Jogo do Empurra” é o tema mais interventivo (mas, nem tanto político).

      Esse álbum que foi lançado no ano seguinte ao “Dizer não de vez”. Estariam, provavelmente, saturados da política de Cavaco.

  3. O Tim conta a história que a música “direito ao deserto” também era contra o poder. Que lhe fazia confusão o cavaco falar de portugal na europa e ainda ver em Lisboa, a capital, pastores a andarem com as suas cabras… Qualquer coisa deste estilo…

    JSP

    24/04/2009 at 02:05


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