as horas extraordinárias

«bem fiz em ter por necessárias as horas extraordinárias.», sérgio godinho

a minha vida dava um jingle. #05

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Passo pelos mesmos sítios. As mesmas caras. Os mesmos cafés. Os mesmos restaurantes. As mesmas áreas de serviço, diariamente. Reconheço a matrícula do Peugeot 207 que todos os dias ultrapasso à entrada da A29. E o senhor da fila que compra, sempre, Marlboro Lights e “é também um pacotinho de chiclas”.

Mudo de actividade. Mudo de estradas. Associo caras e nomes a esses percursos profissionais. E queria rever todas essas pessoas que não escolhi conhecer ou com quem conviver, do meu Mundo.

Um vício de estrada que, também, eu ganhei – num género de genes de caixeiro-viajante herdado de uma geração que nem cheguei a conhecer.

Uma necessidade saudável de rever aquela cara, como se aquela pessoa fosse, ainda, estruturante e segurasse as pontas do meu mundo.

[ “Olá (Cá estamos nós outra vez)”, por Jorge Palma ]

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Written by Cláudio Vieira Alves

04/03/2009 às 13:00

Uma resposta

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  1. […] A mesma qualquer coisa que, apesar de deslumbrante e musicalmente genial, Jorge Palma costuma insistir em esconder entre copos eufóricos. Dos muitos concertos que dele vi, poucas vezes tive a oportunidade de vislumbrar essa qualquer coisa que, por já ter visto e por reconhecer nos seus álbuns, sei que tem. São, também, alguns não-sei-bem-o-quê que ele constrói que, na minha vida, residem como jingle (ver post). […]


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